Great Escape do Zémaria

Novo disco dos meio capixabas meio berlinenses do Zémaria é um caleidoscópio pop futurista roqueiro

Com uma agenda europeia, a banda Zémaria lançou seu novo disco Great Escape, e, segundo Marcel, é um novo passo pra eles:

“Esse disco marca de certa forma nossos 11 anos de carreira e é o primeiro, desde então, que foi produzido por outra pessoa de fora da banda. E isso fez toda a diferença pra gente. O disco fluiu. A gente largou o computador e pode focar 100% da nossa atenção aos instrumentos, na canção. Acho que da pra ver isso no disco. Ainda temos aquele pé na pista, aquela vontade de fazer o corpo se mexer sozinho, mas acho que a canção foi mais privilegiada neste disco.”
Confira a entrevista que fizemos com eles por e-mail:


O álbum anterior, Space Ahead, é de 2009. Por quê demorou tanto pra um novo disco?
O The Space Ahead demorou um pouco pra ser assimilado. O disco saiu em 2009 mas só em 2010 ele começou a dar as caras por aí. Culpa talvez da nossa falta de talento pra divulgação. Aí a gente deu um tempo pra ver o The Space Ahead aparecer, pra poder trabalhar o disco. Felizmente as coisas foram acontecendo e então veio a indicação ao Levi’s Music, ao VMB/MTV e o licenciamento de uma música no jogo FIFA11, da EA Games. De lá pra cá a gente viajou bastante pra Europa e organizamos uma tour pelos EUA na sequência do Festival SXSW. Paralelamente, lançamos 2 EPs, algumas coletâneas e fizemos remixes pra artistas francesas como Birkii e Mai Lan.

A ideia do Great Escape já estava rolando tinha um tempo também. Mas a gente faz as coisas com calma, sem pressa, bem no estilo capixaba. rs Tem que entender tbm q a gente é auto-suficiente na administração da banda. Então tem sempre muito trabalho pra fazer, marcar shows, organizar as tournes internacionais, ensaios, a parte de assessoria, projetos, o trabalho em estudio produzindo outras bandas. Isso demanda tempo e é um trabalho diário.

Voces comentam que é o primeiro disco com produção de alguém que não é da banda. Rolou uma insegurança ou era o propósito mesmo do novo disco?
Rolou insegurança é de entregar a produção pra outra pessoa, isso sim hahaha! A gente gravou, produziu, editou, fez a mix e a master de todos os 3 albuns da banda até então. Achamos que era hora de tentar algo novo e nos jogamos de corpo e alma. O Raphaël foi a escolha perfeita, ele entendeu nosso som, nossa forma de compor e essa união não poderia ser melhor. Já no primeiro dia de produção, ainda em Vitória, parecia que ele já era um integrante da banda há anos. O Raphaël Pegase (músico da banda francesa Minitel Rose) já havia feito um remix de uma música nossa e já rolava uma conexão. Chega uma hora que fica muito complicado de cuidar de todo o processo técnico pra tirar um bom som e ainda estar 100% concentrado para a parte da composição, harmonia, melodia, letra. É muita coisa e já fizemos isso muitas vezes! Com o Raphaël produzindo, ganhamos mais tempo para focar na parte musical e na composição em si. Foi uma alegria, uma troca que trouxe muita experiência pra todo mundo envolvido e o resultado, pra gente, não poderia ser melhor. Gravamos as músicas no nosso antigo estúdio, em Vitória, os vocais no estúdio do Dudu Marote, em São Paulo, a mixagem foi feita em Nantes e a masterização em Paris, no mesmo estúdio que foi masterizado o Random Access Memories, do Daft Punk.


Realmente é um disco de canções, os vocais estão mais acentuados e rolou até participação nos vocais. É o disco mais pop do Zémaria?
Tivemos participações de muitos amigos que adoramos o trabalho, como: Diego Locatelli, Rabujah, Arthur Marques, Juliano Gauche e Raphaël Pegase. Foi muito divertido e prazeroso ter esse time com a gente. Sobre o disco ser mais, ou menos pop, pra gente é muito difícil descrever o resultado assim, com rótulos. Mas entendo total quando as pessoas ouvem esse novo disco e soltam frases como “ta mais cantado”, “ta mais orgânico”, “ta mais tocado”, “ta mais pop”…pra mim isso tudo quer dizer: ta diferente dos outros discos. E pra gente não tem elogio melhor! A gente queria mesmo fazer um disco com menos camadas eletrônicas, seqüências e bem mais orgânico. Gostamos de fazer algo novo e diferente do que já fizemos antes, de sair da zona de conforto. Essa era a intenção.

Tem de post punk (“Chouzo”) a chillwave (“O que falta dizer”). São gêneros que você tem ouvido recentemente?
A gente ouve de um tudo. Se pegar as influências individuais então…vamos longe na lista. Acho o maior barato ver as pessoas decifrando nosso som pq na verdade eu tenho muita dificuldade pra fazer isso. Mas respondendo a pergunta, curto bastante a Carpark Records assim como curto a Dischord Records. Pra mim tudo se encaixa naturalmente na hora de uma jam.

Clique para ouvir o álbum na integra

É um álbum global! E cantado em português, inglês e francês! A escolha da língua era em função da música ou foi planejado?
Foi acontecendo naturalmente. A gente na verdade ama cantar em português, compor em português. É mais fácil pq temos mais domínio da gramática, do jogo com as palavras, óbvio. Mas o Zémaria tem tocado muito, muito mais na Europa que no Brasil nos últimos anos. Fazer uma turnê na Europa é infinitamente mais fácil de se preparar a logística do que fazer o mesmo no Brasil, por exemplo. Gradualmente as nossas conexões com a Europa foram aumentando e os convites pra fazer shows também. Pra gente o profissional acabou virando pessoal e ficar um tempo aqui assimilando coisas novas, com tempo para incrementar ainda mais essas conexões, acabou virando uma questão de sobrevivência da banda. Hoje a gente canta mais em inglês simplesmente pra ser entendido nos países que tocamos. A gente também não tem “nóia” com esse lance de idioma. A música que cantamos em francês, por exemplo, foi feita originalmente em português, depois passamos só o refrão pra inglês porque encaixava melhor e mais tarde, em uma brincadeira com Raphaël no estúdio, fizemos ela toda em francês. Não tem muita regra. Cada música pede uma parada. Nosso primeiro disco é todo em português. O The Space Ahead é todo em inglês. Esse é misturado.

O disco não tem ainda previsão de lançamento físico no Brasil e parte da banda está morando em Berlim. Já podemos falar que o Zémaria é uma banda gringa?
Aqui na Europa o Zémaria tem selo, distribuição física e online, agência de booking, management, press media… Eu tenho tbm um projeto paralelo que já tem alguns vinis 12″ lançados por selos daqui de Berlim. Tudo isso ajuda no vínculo que temos aqui. No Brasil é a gente sozinho fazendo tudo. Mas falar que Zémaria é uma banda gringa acho que não dá. A gente é brasileiro. Nosso som é brasileiro tbm! Mesmo sendo electro, rock, indie, chame como quiser, é feito por brasileiros e é diferente do que os gringos fazem. As pessoas reconhecem as sutilezas do nosso som mesmo não tocando o som Brasil-Clichê. E acho ótimo pq mostra que o Brasil não é uma coisa só como tentam nos forçar a acreditar. Tem de tudo!

Para ouvir e baixar Great Escape no iTunes, clique aqui

Os clipes super bem sacados são marca registrada da banda. Depois do genial “Past 2” vamos ter mais lançamentos? Que tal uma coletânea dos clipes?
Sempre fomos muito bem assessorados por amigos do audiovisual. Temos grandes parceiros em produtoras de vídeo como a Olhos Coloridos, Mirabólica, Gabi Stein e Mirartes. O clipe de Past 2 foi um presente que ganhamos do coletivo francês Incredible Kids, do qual Tristar, irmão do Raphaël Pegase, faz parte. Tristar, aliás, fez a arte da capa do Great Escape. Agora estamos trabalhando em dois clipes simultaneamente e acho que eles devem começar a aparecer a partir de agosto. A ideia da coletânea de clipes é boa. Na real a gente tem um plano de fazer um DVD com todos os clipes da banda, imagens das turnês e shows ao vivo.

Confira a última passagem do Zémaria leo Estúdio Showlivre

Semana agitada no Estúdio Showlivre

Final do mês de junho (comecinho de julho também…) agitado no Estúdio Showlivre!

Ídolos do rock BR80, lendas do rock BR90, sensação do Sertanejo Universitário e EletroSynthRock clássico: repertório das atrações previstas para a semana do dia 27 de junho.

Abrindo os trabalhos, o pessoal do Nenhum de Nós apresenta seu novo trabalho Conto de Água e Fogo ao vivo, dia 28/junho, a partir das 15h. O vocalista Thedy passou por aqui em abril, dá uma conferida:

Na quarta-feira, a volta dos Raimundos com Digão e Canisso tocando seus hits e apresentando novas composições ao vivo, também a partir das 15h.

Raimundos

A dupla João Neto & Frederico canta seus sucessos e contam sobre os novos projetos, tudo isso na quinta-feira, 28 de junho, com transmissão ao vivo desde as 15h.

João Neto & Frederico

Fechando a semana, o quarteto de Vitória (ES) Zémaria aproveita a sua passagem paulistana para participar do Jukebox Festival (saiba mais aqui) e apresenta as canções do disco Space Ahead. Rock+synthpop+eletro+Sanny nos vocais, sucesso garantido.

Zémaria

Por sinal, o Zémaria foi uma das primeiras atrações do Estúdio Showlivre, lá pelos idos de 2004!

Lembrando… depois das apresentações rola a reprise, os clipes são publicados no showlivre. com e no nosso canal do Youtube e tudo mais. Mas é legal assistir ao vivo, dá para interagir com a banda via chat, twitter e facebook e ainda acompanhar o que rola no Estúdio.

Promoção: Quer assistir a uma das apresentações aqui no showlivre.com?
Participe aqui, ó.

Holger no Estúdio Showlivre

Showlivre.com e Move that Jukebox apresentam Holger no Estúdio Showlivre

Holger - foto por Ariel

Atração do Estúdio Showlivre no dia 21 de junho, o Holger apresenta as músicas do seu aclamado álbum Sunga (2010).

Junto com o pessoal do Move That Jukebox, que promove o Jukebox Festival no começo de julho, o showlivre.com faz a transmissão ao vivo do Estúdio Showlivre com Holger a partir das 17h. Promessa de uma apresentação divertida e cheia de energia, características marcantes da banda paulistana. Traduzindo: música para dançar, gritar “ôô” nos refrôes e as intervenções de Clemente Nascimento e do Move That Jukebox crew nas perguntas e nos breaks.

Perfil do Holger:
Poucas bandas independentes brasileiras têm chamado tanta atenção quanto o Holger. A banda despontou com Green Valley (2008), um EP calcado no indie rock “clássico” de ídolos como Pavement, Flaming Lips, Wilco e Dinosaur Jr.

Logo, suas apresentações energéticas e imprevisíveis ganharam reconhecimento dos mais atentos. Seguiram-se shows por todo o país, apresentações ao lado de gente como Dirty Projectors, No Age, Matt and Kim e Super Furry Animals, e viagens para os festivais South by Southwest (EUA) e Pop Montreal (Canadá). No início de 2010, o quinteto trancou-se em estúdio com o americano Roger Paul Mason, e de lá saíram com Sunga, seu primeiro álbum.

Rolla, Pata, Arthur, Pepe e Tché, notoriamente se inspiram nas guitarras e batuques do afro beat de Fela Kuti, em gerações diferentes do pop eletrônico como o New Order e Passion Pit, na esquizofrenia pop de nomes como Mae Shi e Islands, e nos atuais desconstruidores do indie rock, como o Animal Collective, sem deixar de lado a paixão pelo indie rock clássico do Wilco, Pavement e companhia.

Sobre o Jukebox Festival:

Jukebox Festival – dias 01 e 02 de julho, no Estúdio Emme
Com dois dias de shows, dez atrações nacionais, disputa para participação de banda estreante, divulgação por redes sociais e cobertura feita pelo público, Jukebox Festival comemora a força cada vez maior do “faça você mesmo”
Organizado pelo blog Move That Jukebox, site conhecido por notícias exclusivas ou em primeira mão de bandas nacionais e internacionais, o evento é uma confraternização de bandas, artistas, profissionais e público, que têm em comum atuar e transitar à margem dos meios tradicionais na produção e consumo de arte e informação.

Tem promoção para ganhar passaporte pro Jukebox Festival. Confira aqui

Mais infos do Jukebox Festival, aqui

Sobre o Move That Jukebox:

Legítimo exemplar desta cena, o blog Move That Jukebox foi criado por seis adolescentes entre 15 e 17 anos, de diferentes cidades, que se conheceram pela internet em uma comunidade do extinto Tim Festival e resolveram unir forças para colocar no ar uma página com informações, resenhas de discos e shows, entrevistas com músicos e personagens relacionados à música, especialmente ao rock moderno. Em um ano, o blog já era indicado a prêmios. A estas indicações seguiram-se comentários e matérias explicando a origem da página e a indicando como uma referência entre os principais veículos independentes de música no país.

Mais do Jukebox Festival

O Jukebox Festival soltou mais detalhes da festa nos dias 1 e 2 de julho que vai rolar no Estúdio Emme em São Paulo, fique ligado:

Venda de ingressos:
começa na próxima segunda, dia 30/mai

Sua banda na abertura do Jukebox Festival:
Segunda (30/mai) também começa a disputa da banda estreante que vai tocar no festival. Estão pré selecionando 5 e na semana que vem, dedicarão cada dia para uma delas com post, vídeo e afins e na sexta abrem a votação para os leitores do blog Move That Jukebox escolherem quem vai tocar.

Line-up e horários:
O Jukebox Festival será realizado em dois dias: um dedicado ao rock e outro à música eletrônica. Na sexta-feira, se apresentam Bidê ou Balde (RS), Apanhador Só (RS), Garotas Suecas (SP), Holger (SP) e o grupo vencedor da disputa promovida pelo blog. No sábado, será a vez de The Twelves (RJ), Zemaria (ES), Boss in Drama (SP), André Paste (ES) e Killer on The Dance Floor (SP).

Sexta, dia 01 de julho:
22h30 – Abertura com o DJ Ricardo Lemke
23h – Banda de abertura – SP
23h45 – Apanhador Só – RS
0h50 – Garotas Suecas – SP
1h55 – Holger – SP
3h15 – Bidê ou Balde – RS

Sábado, dia 02 de julho:
22h30 – Abertura com o DJ Ricardo Lemke
23h – André Paste – ES
0h00 – Zemaria – ES
1h05 – Boss In Drama – SP
2h10 – The Twelves – RJ
3h45 – Killer On The Dancefloor – SP

Confira mais das bandas aqui

Serviço:
Jukebox Festival
Quando: 01 e 02 de julho de 2011
Abertura da casa: 22h
Início dos shows: 23h
Onde: Estúdio Emme – Avenida Pedroso de Moraes, 1036. Pinheiros, São Paulo
Censura: 18 anos
Ingressos à venda na bilheteria do Estúdio Emme ou em www.compreingressos.com
Mais Informações: www.facebook.com/jukeboxfestival
contato@movethatjukebox.com
Lote 1: R$ 25,00 (por dia)/ R$ 40,00 passaporte
Lote 2: R$ 35,00 (por dia)/ R$ 60,00 passaporte
Lote 3: R$ 45,00 (por dia)/ R$ 90,00 passaporte
Patrocínio: Devassa
Produção: Caleidoscópio – Comunicação Cultural
Apoio: PROAC, Governo de São Paulo e 3Plus

Sobre o Move That Jukebox:

O blog Move That Jukebox foi criado por seis adolescentes entre 15 e 17 anos, de diferentes cidades, que se conheceram pela internet em uma comunidade do extinto Tim Festival e resolveram unir forças para colocar no ar uma página com informações, resenhas de discos e shows, entrevistas com músicos e personagens relacionados à música, especialmente ao rock moderno. Em um ano, o blog já era indicado a prêmios. A estas indicações seguiram-se comentários e matérias explicando a origem da página e a indicando como uma referência entre os principais veículos independentes de música no país.
Atualmente com quase quatro anos de existência, a trajetória do blog só tem crescido – e somam-se a ela popularidade e reconhecimento por um trabalho feito de forma despretensiosa, mas responsável e dedicada. Esta consolidação foi o início do projeto Jukebox Festival. Assim como a energia que os motivou a criar a página em 2007, a vontade agora era formatar um festival que fosse totalmente alinhado com o perfil “faça você mesmo”: bandas, divulgação, cobertura, produção.

Jukebox Festival

Um dos blogs de rock e afins mais bacanas da web, o Move That Jukebox, vai promover um festival nos dias 1 e 2 de julho no Estúdio Emme em São Paulo.

Reunindo nomes do rock e da música eletrônica, o Jukebox Festival alinhou para os dois dias as bandas:

  • Bidê ou Balde:
  • Zemaria
  • Apanhador Só
  • Holger
  • Garotas Suecas
  • André Paste
  • Twelves
  • Killer on the Dancefloor
  • Boss in Drama
  • Para ficar mais animada ainda a festa e a movimentação em torno dela, o festival vai escolher uma banda nova que vai tocar no evento.
    Para saber mais clique aqui

    Confira Apanhador Só, Boss in Drama, Zémaria e Garotas Suecas no Estúdio Showlivre: