Tropicália, o filme

Estréia um dos filmes brasileiros mais esperados do ano

Finalmente chega aos cinemas o filme Tropicália, um documentário que retrata um dos maiores movimentos culturais do Brasil, que aconteceu em um período em que a severa ditadura militar dominava o país, no final da década de 1960, quando a liberdade de expressão – e a liberdade propriamente dita – corria sérios riscos.
O movimento ecoou em manifestações artísticas diversas, influenciou e foi influenciado pelo Cinema Novo de Glauber Rocha, esteve presente nas artes plásticas de artistas como Hélio Oiticica, e no teatro brasileiro, nas anárquicas peças de José Celso Martinez. Porém, encontrou na música a sua maior expressão artística através de nomes como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Mutantes, Torquato Neto e Tom Zé.


Com forte influência do Movimento Antropofágico, Pop Art, Concretismo e cultura pop, a Tropicália misturou tradições populares às novidades internacionais e fez uma verdadeira revolução na música brasileira, influenciando geração após geração e deixando suas marcas até os dias de hoje.


O filme dirigido por Marcelo Machado nos faz perceber a dimensão do movimento, suas contradições, e que sua trilha sonora, naturalmente maravilhosa, continua atual. Muitas bandas de hoje tentam manter viva essa chama de perspicácia da Tropicália, que não existe mais como movimento, e sim na forma de um legado gigantesco que ainda pulsa, pulsa, pulsa.

A melhor capa de discos

Exposição na Escola Panamericana elege o disco com a melhor capa de todos os tempos

Até 18 de junho (sábado) quem for à Escola Panamericana poderá ver de perto as capas de 50 álbuns que marcaram época e eleger, por meio de uma votação eletrônica, a melhor capa de todos os tempos.

Fazem parte da competição álbuns como “Nevermind (Nirvana – 1991)”, “Atom Heart Mother (Pink Floyd – 1970)”, “Revolver (The Beatles – 1966)”, “Secos&Molhados (Secos&Molhados – 1973)”, “Roots (Sepultura – 1996)”, “Cabeça Dinossauro (Titãs – 1986)”, “Meat Is Murder(The Smiths – 1985)”, “Elvis Presley (Elvis Presley – 1956), “The Velvet (The Velvet – 1967), entre outras.

Nirvana - Nevermind

Velvet Underground & Nico

No espaço do evento, localizado nas unidades Angélica (Avenida Angélica, 1900) e Groenlândia (Rua Groenlândia, 77), em São Paulo, haverá ainda um computador para realizar a votação e conferir quem está ganhando a disputa em tempo real. Pela internet também é possível votar: http://mtv.uol.com.br/projetos/panamericana.

Agenda Showlivre: anote e vá

Enquanto o nosso programa de roteiro de shows não fica pronto, mando uma relação de shows que vão acontecer em São Paulo e recomendo, vamos lá:

Zá: show no Urban Lounge

A cantora revelação paulistana apresenta seu álbum de estreia no Urban Lounge. O repertório transita por diversos ritmos, como rock e soul, sempre com interpretações doces e melodias dançantes. Entre as referências da cantora estão Aretha Franklin, Roberto Carlos, Pretenders e Otis Redding.

Na mesma noite, a banda Paris Le Rock (www.myspce.com/parislerock) se apresenta na casa.

18 de março (sexta), a casa abre às 23h
Urban Lounge
Rua Carlos Vicari, 263 – Lapa (próximo ao Sesc Pompéia)
www.urbanlounge.com.br
Entrada: R$ 12 (entrada) ou R$ 30 (consumação)
Garotas não pagam entrada até a meia-noite

Orquestra Contemporânea de Olinda

Idealizada pelo Gilú (percussionista), a Orquestra é a reunião de alguns dos melhores músicos pernambucanos que não se contentam com a formação tradicional de uma banda.

Com segundo disco em fase de produção (a ser lançado ainda em 2011), a Orquestra Contemporânea de Olinda já foi indicada a Grammy Latino e outros renomados prêmios e indicações valiosas (até o NY Time) e m sua carreira.

Dias 18, 19 e 20/mar
Sexta e sábado, às 21h. Domingo, às 18h.
SESC Santana
Av Luiz Dumont Villares 579 – Santana
Tel. 2971 8700
Entrada: De R$ 4,00 a R$ 16,00. Os ingressos estão à venda em todas as unidades Sesc de São Paulo.

13 anos de Vozes do Brasil com Patricia Palumbo

Para celebrar os 13 anos no ar do programa Vozes do Brasil, a jornalista Patricia Palumbo convida para uma festa em forma de jam session no Studio SP.

Tom Zé e Seu Jorge fazem participações especiais, seguidos de artistas que se revezam no palco: Bárbara Eugênia, Blubell, Bruno Morais, Céu, Edgard Scandurra, Karina Buhr, Mariana Aydar, DJ Zé Pedro e muitos outros mais.

23 de março (quarta) às 21 horas
Studio SP
Rua Augusta, 591 – Consolação
Entrada R$ 30,00
Tel. (11) 3129 7040

Noruegueses do Datarock

A Datarock se autointitula como a união de quatro amigos bêbados que, embalados pela onda dos festivais eletrônicos europeus, resolveram começar a banda em 2000 misturando indie dance, new wave, pop rock, punk e funk. Show prá lá de divertido.

24 de março (quinta-feira). Abertura da casa 21h.
Estúdio Emme
Rua Pedroso de Moraes, 1036.
Tel. (11) 3031-3290
Ingressos: R$ 80 a R$ 120
Vendas: livepass.com.br ou tel.: 4003-1527

Los Porongas na festa da Scream and Yell e Urbanaque

Scream and Yell e Urbanaque se unem para promover mais uma noite, tendo como atração no palco os acreanos do Los Porongas para mostrar em primeira mão as músicas de seu novo álbum O Segundo Depois do Silêncio, em que aprofundam suas experimentações musicais e líricas inspiradas pelo rock oitentista e guitarras psicodélicas.

25 de março (sexta) – Abertura da casa: 22h – Início do show: 23h
Casa Dissenso
Rua dos Pinheiros, 747 – Pinheiros
Discotecagem: Urbanaque + Scream&Yell
Entrada: R$ 20 na porta ou R$ 15 na lista (lista@urbanaque.com.br)
Telefone: (11) 2364-7774

Top 5 Discos do Ano – Parte 2

Em continuidade à iniciativa do companheiro de blog Renato Thibes, listo a seguir meu top 5 dos discos lançados em 2010. Aí vai, com livre trânsito, do samba ao hardcore:

#5

Tulipa Ruiz - "Efêmera"

Para começar, Tulipa Ruiz foi uma bela revelação para mim. Não conhecia seu trabalho até a apresentação no Estúdio Showlivre e, com ele, vieram melodias irreverentes e versos inteligentes, que fogem completamente do lugar-comum.

#4

Bad Religion - "The Dissent of Man"

E por falar em letras, o Bad Religion, em minha opinião, é sempre fato consumado. O brilhantismo dos versos do vocalista Greg Graffin, com sua forte e sensata carga de crítica social, e a estocada do hardcore, são sempre bem-vindos.

#3

Roberta Sá - "Quando o Canto é Reza"

Neste novo trabalho, Roberta Sá e o Trio Madeira Brasil apresentam somente canções do sambista Roque Ferreira. A aliança da voz suprema da cantora aos belos arranjos do Trio traduziu-se em obra-prima.

#2

Lurdez da Luz - "Lurdez da Luz"

Outra surpresa pessoal, este é o primeiro álbum solo de Lurdez da Luz, vocalista do Mamelo Sound System. Arranjos ricos e letras que se destacam no cenário do rap pela sutileza e feminilidade.

#1

Tom Zé - "O Pirulito da Ciência"

Tom Zé é Tom Zé.