VMB 2012: cerveja, suor e vaias

Ir à festa do VMB é sempre divertido. É como se fosse um daqueles encontros anuais, onde encontramos amigos que não vemos sempre. E o VMB 2012 não foi diferente.

Comecei a festa no conforto da minha casa assistindo a premiação pela TV, a vinheta de abertura já entregou que esse ano era a vez do rap. Eu sempre achei uma miopia, deixar a premiação ser dominada, apenas pelo seguimento que está em voga, porque a festa fica maçante demais, como minha opinião não conta…

Vi a apresentação do Planet Hemp pela TV, foi bacana, a banda está afiada e seu discurso continua atual, mas quem levou o prêmio foi o B Negão e os Seletores de Freqüência. Tenho que confessar que o excesso de palavrões ditos durante a transmissão me incomoda um pouco. São tão fora de contexto que perdem o sentido. E ninguém escapa: apresentadores, artistas, músicos e convidados… será que todos acham que falar palavrão na TV é ser descolado? Pra mim, parece, aquela hora que a tia do jardim de infância sai da sala e a garotada aproveita para falar “besteiras”.

Cheguei ao Espaço das Américas super curioso para ver como foi montada a estrutura que vi pela TV, palcos, arquibancada, pista para bicicletas e skate e a área da festa propriamente dita, onde rolam os “comes e bebes”, pois esse ano era tudo junto, com a premiação e a festa no mesmo espaço e ao mesmo tempo.

Gostei do que vi, a produção está de parabéns, tudo funcionando de maneira impecável. É claro que sempre tem gente demais na festa, mas é normal né, ninguém quer perder um evento desses, por isso mesmo se encontra de tudo lá.
Para variar, a concentração de gente era maior perto do bar, pegar uma bebida foi uma verdadeira epopéia, mas depois foi só relaxar e encontrar os amigos. Lá estavam o Derick do Sepultura, vendo o mundo do alto dos seus dois metros de altura, o Otto, incrivelmente são e gente boa como sempre, Rafael Cortes do CQC, rodeado de fãs e engraçado até fora do ar, Kiko Zambianchi exibindo seu corpinho de modelo de passarela, como nós mesmos comentamos. Encontrei muita gente, impossível citar todo mundo, mas fiquei um tempão me divertindo com a Miranda Kassin, ela é a diva mais divertida que conheço e com o casal Leela, Bianca Jhordão e Rodrigo Brandão. Pouco consegui ver da premiação, tinha muita gente, um empurra-empurra insuportável e som local, ao contrário da transmissão na TV, estava de doer, o que é compreensível, são muitas trocas de palco.

Mas vi os Brothers Of Brasil, inspirados, o Projota recebendo seu prêmio e fazendo um discurso recheado de palavrões, como de praxe, o Emicida que aproveitou para falar sobre os incêndios criminosos em favelas de São Paulo. Fiquei super feliz com O Terno levando o prêmio de Aposta MTV e a Gaby Amarantos artista do Ano.

O ponto alto foi ver Detonador cantando, “Eu quero Tchu, Eu quero Tcha” com a dupla com a dupla João Lucas & Marcelo, já o ponto baixo foi à vaia ao Restart. Acho uma tremenda falta de educação, além de que, você não precisa desmerecer do outro para conseguir o seu espaço, o discurso dos garotos do Restart foi mais coerente do que o de muita gente que se diz consistente. Como a vida é paradoxal. O show do Racionais, só ouvi e como som não ajudava, ficou sem avaliação. Ano que vem estou lá de novo.
Lista de premiados no VMB 2012

Revelação: Projota

Melhor Disco: BNegão & Seletores de Frequência – “Sintoniza lá”

Melhor Banda: Vanguart

Melhor capa: Gaby Amarantos: “Treme” (arte: Greenvision/Gotazkaen)

Artista internacional: One Direction

Melhor Artista Masculino: Criolo

Melhor Música: Wado – “Com a ponta dos dedos” (Wado/Glauber Xavier) / Emicida – “Dedo na ferida” (Emicida)

Aposta: O Terno

Hit do Ano: Restart – Menina Estranha

Melhor Artista Feminino: Gaby Amarantos

Clipe do Ano: Racionais MC’s – “Mil faces de um homem leal” (Marighella) (dir. Daniel Grinspum)

Artista do Ano: Gaby Amarantos

 

 

Festival Porão do Rock

O Porão do Rock faz sua festa de debutante!

O Festival Porão do Rock em Brasília chega a sua 15° edição em grande estilo, reunindo 40 atrações em três palcos, num total de 15 horas de shows e uma expectativa de público de 40 mil pessoas. Várias atrações nacionais e internacionais se intercalam, nomes como: Sepultura (MG), Raimundos (DF), Cascadura (BA) e Vanguart (MT) dividem o palco com Gaz Coombes (Inglaterra), Red Fang (EUA) e Motosierra (Paraguay). Isso tudo sem falar nas toneladas de alimentos arrecadados pela ong PDR para o projeto Rock Contra a Fome e a Bolsa Rock onde alunos da rede pública entram de graça. O festival acontece nos dias 07 e 08 de setembro de 2012.

O Porão do Rock nasceu numa época em que os festivais preencheram uma enorme lacuna da música independente, disseminando e divulgando novos artistas por todo o Brasil. Vários festivais brotaram por todo o país seguindo o exemplo dos pioneiros: Porão do Rock (DF), Abril Pro Rock (PE), Goiânia Noise (GO) eRec Beat(PE). Criando um novo conceito e relação com a música, já que, no entorno desses festivais toda uma cultura independente se desenvolveu.

Hoje o Porão discute seus próprios modelos com um debate na véspera do festival, para discutir “Os Efeitos da Gratuidade dos Eventos no Mercado de Produção do Distrito Federal”. O que é um bom sinal. Mostra que as cabeças continuam pensantes e olhando para o próprio umbigo.

Informações:

http://www.poraodorock.com.br/

Max Cavalera e James Hetfield (Velas, bolo e rock’n’roll!)

Max Cavalera e James Hetfield, os Monstros do Rock comem bolo!

Nesse mês de agosto, dois verdadeiros monstros do rock fazem aniversário, James Hetfield, vocalista e guitarrista do Metallica que apaga as velinhas no dia 03 e Max Cavalera, vocalista e guitarrista do Soulfly que comemora no dia 04, com uma pequena diferença de idade, James nasceu seis anos antes em 1963.

Esses dois leoninos são protagonistas de uma verdadeira revolução que aconteceu no mundo do Heavy Metal no final da década de 1980. Os dois ajudaram a popularizar o Thrash Metal, uma subdivisão do metal, mais rápida e mais pesada, com influência direta do Punk e do Hard Core, que trouxe a excitação de volta ao velho estilo, que andava muito chato, óbvio e burocrático. Na época Max ainda estava à frente do Sepultura, a banda de rock brasileira mais bem sucedida no exterior.

Apesar das coincidências, as duas estórias têm finais bem diferentes. Enquanto James se manteve a frente do Metallica, soube lamber suas feridas e conduzir a banda a um mega estrelato, Max protagonizou um dos entreveros mais bizarros do rock, saiu do Sepultura brigado até com o irmão (Igor, que era baterista do grupo), bem no momento em que eles se preparavam para alçar vôos mais altos com o lançamento do antológico álbum, Roots, uma verdadeira obra prima que não resistiu à saída de seu maior interprete.

Hoje, Max começou a dar sinais de reconciliação, reatou com o irmão com quem montou o Cavalera Conspiracy e veio ao Brasil tocar com o Soulfly em um show emocionante, onde transpirou carisma e furor, o que deixou os fãs do Sepultura cheios de esperança em ver a banda com a sua formação clássica reunida novamente. Já James, superou todos os traumas da estrada e a ridícula guerra contra o Napster para figurar como estrela maior nos principais festivais pelo mundo afora como eterno vocalista do Metallica. O Deus Metal agradece.

* Na ausência de um vídeo do Metallica, dê uma olhada na “homenagem” feita pelo Teatro Mágico para a banda.

Nem Tudo Acaba em Pizza

Como diz o ditado popular, as maracutaias políticas no Brasil quase sempre terminam em pizza, e essa nobre delícia da culinária mundial acabou ficando mal afamada sem nenhuma culpa no cartório.

Para colocar tudo em pratos limpos, roqueiros brazukas se reúnem na Chácara Santa Cecília durante a semana do Dia Mundial do Rock para fazer justiça com as próprias mãos e devolver a esse nobre prato seu verdadeiro status. Eles se transformam em garçons por uma noite, vendendo e servindo pizzas para o público e toda renda arrecadada, exatamente 100% da renda é revertida para uma instituição filantrópica chamada F.A.C.E – Facial Anomalies Center, que oferece aos portadores de deformidades craniofaciais congênitas tratamento e intervenções cirúrgicas gratuitas, além de atendimento multidisciplinar com fonoaudiólogo, psicólogo, ortodontista e assistente social, fora acesso a medicamentos, órteses, próteses e aparelhos ortodônticos. Ufa… Quanta coisa né?

É o oitavo ano consecutivo que esses roqueiros intrépidos estão nessa bonita empreitada. Já passaram por lá: Lucas Silveira do Fresno, Di Ferrero do NX Zero, Paulo Ricardo, Kiko Zambianchi, Clemente do Inocentes e Plebe Rude, Andreas Kisser do Sepultura, Egípcio do Tijuana, Rossi e Marinho do Pavilhão, Ivan Busic do Dr. Sin… olha essa lista é gigante!

DI Ferrero do NX Zero com a mão na massa

 

Este ano o evento acontece dia 10 de julho, e você está convidado.
Nem Tudo Acaba em Pizza
8° Edição
Dia 10 de Julho – 20hs
Chácara Santa Cecília
Rua Ferreira de Araújo, 601
Reservas 11 3034-3910/3034-6251
www.chacarasantacecililia.com.br

Virada Cultural – showlivre no rolê

O showlivre.com não vai cobrir esta edição da Virada Cultural em São Paulo.
Mas … a equipe vai rodar alguns eventos, confira onde você possivelmente vai encontrar alguém da equipe em momento de lazer raro!

Palco Sao João
16/abr às 23h Skatalites (legendária banda jamaicana de ska)
17/abr às 17h Steel Pulse (seminal banda inglesa de reggae)

Palco Libero Badaró – 17/abr à 1h
Eumir Deodato (compositor e músico brasileiro radicado há tempos em NY)

Boulevard Sao João – 18h do dia 16/abr até 16h30 do dia 17/abr
Beatles 4ever (A banda cover do quarteto de Liverpool quer bater o próprio recorde de apresentação initerrupto)

Estação da Luz – 18/abr à 0h
Sepultura e Orquestra Experimental de Repertório (Parceria inédita)

Sepultura

Pateo do Collegio – 22h30 do dia 16/abr e ao meio dia do dia 17/abr
Circo Zanni (banda, palhaços, atores, dançarinos e malabaristas)

Ringue de Luta Livre na Arena Anhangabaú
18h do dia 16/abr até às 17h30 do dia 17/abr

Julio Prestes
Misfits – 17 de abril às 2h
Plebe Rude – 17 de abril ás 12h

Arouche
Erasmo Carlos – 17 de abril às 17h

Barão De Limeira
Almir Sater – 17 de abril às 12h
Renato Teixeira – 17 de abril às 14h

Almir Sater

Palco República
Tony Tornado e Dom Salvador & Abolição – 17 de abril à 0h