O Teatro Mágico lança DVD Recombinando Atos

Em sessão exclusiva, a trupe apresentou trechos do DVD e canções inéditas

O Teatro Mágico está prestes a lançar seu terceiro DVD, Recombinando Atos. Em uma sessão exclusiva para convidados, a trupe exibiu trechos do DVD e fez uma apresentação em formato pocket show, despidos da maquiagem habitual que compõe o figurino dos integrantes. A equipe do showlivre.com fez uma entrevista com Fernando Anitelli, idealizador do projeto, e captou imagens exclusivas do evento. O material estará no ar nesta quinta-feira.

– Enquanto a entrevista não está no ar, confira estas fotos exclusivas do evento.

Uma rápida audição do novo DVD mostra o amadurecimento musical que está evidente desde o último álbum, A Sociedade do Espetáculo (2011), quando o músico e produtor Daniel Santiago assumiu a direção musical do Teatro Mágico. Os figurinos e as performances circenses também mostram a busca contínua por uma atmosfera sóbria nas apresentações do grupo.

O show de lançamento oficial de Recombinando Atos acontece nos dias 4 e 5 de maio no Credicard Hall, em São Paulo. O espetáculo e o DVD contam com músicas dos três discos da trupe, alguns novos arranjos e quatro canções inéditas: “É ela”, “Todos enquantos”, “Quando a fé ruge” e “Perdoando o adeus”.

Fotos: Laís Aranha (www.laisaranha.com).

Caetano Veloso abraça São Paulo

Compositor faz show de lançamento de Abraçaço no HSBC Brasil

Caetano Veloso trouxe praticamente Abraçaço (2012) na íntegra no show realizado nessa quinta-feira 11, no HSBC Brasil, em São Paulo. A apresentação marca o lançamento oficial do disco na capital paulistana e ainda poderá ser conferida hoje e amanhã. Há poucos ingressos disponíveis.

“A bossa nova é foda” abre o show, tal como abre o disco. É difícil separar a persona de Caetano, algo controversa política e publicamente, de sua criação artística – embora o exercício seja válido; afinal, sabe-se que a arte costuma superar de longe o criador. Mas é fato que a homenagem provocativa ao gênero lançado por João Gilberto lembra muito as declarações públicas de Veloso. Artista legítimo, sua obra parece uma extensão de quem ele é.

E quem ele é hoje no palco? Uma banda mais do que competente acompanha o baiano no disco e nos shows: Pedro Sá (guitarra), Marcelo Callado (bateria) e Ricardo Dias Gomes (baixo). Na turnê de Abraçaço, especialmente, fazem uma cama roqueira e bem-resolvida para as harmonias de Caetano – o violão aparece como figura central, força motora das canções. A condição provavelmente se dá pela influência que os álbuns feitos durante o exílio, especialmente o belíssimo Transa (1972), tiveram em seus últimos discos. A presença do clássico aparece, aliás, na inclusão de uma linda versão de “Triste Bahia” no repertório, a primeira a realmente provocar delírio no público. Ainda que, em um show de um artista do quilate de Caetano Veloso, tudo seja recebido com reverência.

Hábil no palco, quando anda em direção à plateia e meramente cruza os braços, é ovacionado. Se a banda se desencontra e recomeça a canção “Homem”, do álbum (2006), aplausos enérgicos são dirigidos ao compositor. No entanto, como costuma acontecer, é nos sucessos consagrados que o artista ganha seu público. “De noite na cama”, “Você não entende nada”, “Reconvexo” e “A Luz de Tieta” são recebidos com histeria, daquelas que, em um show para se ver sentado, com pessoas distribuídas em mesas, fazem com que fãs abdiquem de boas maneiras e fiquem em pé na frente de quem quer que fosse – mesmo idosas incapazes na luta para “ver um pouco mais de pertinho”.

Quando canta “Um comunista”, homenagem ao guerrilheiro Carlos Marighella, é que a persona de Caetano vem à tona. Ainda que a canção seja de beleza transcendental, letra pungente, alma em evidência, o tema não se adequa à atuação política contemporânea do compositor. Mas talvez aí more sua grandeza artística, pois, como acreditamos, a arte supera o criador. E quando se trata de arte, há mérito indiscutível em sua disposição. Com 70 anos, Veloso fica plenamente à vontade no palco: canta, dança, corre. E parece ter a mesma liberdade invejável quando compõe.

Fotos: Laís Aranha (www.laisaranha.com)

material inédito e remixado do single parents

Depois do  lançamento do aclamado Unrest, a banda paulistana lança EP com material inédito e remixes para download gratuito

 

Em maio de 2012, algumas canções do álbum de estréia Unrest da banda Single Parents ganharam versões e remixes no EP B-Sides Unrest Pt.1, lançado em formato digital pelo selo independente Balaclava Records. Como continuação dessa trilogia, o quarteto formado por Fernando Dotta (voz/guitarra), Zeek Underwood (guitarra), Martim Batista (baixo) e Rafael Farah (bateria) lança a segunda parte deste projeto.

O EP B-Sides Unrest Pt.2 conta com a participação das bandas convidadas Team.Radio (Recife), Câmera (Belo Horizonte) e Roger Paul Mason (EUA), sendo este último o responsável pela produção do álbum gravado durante 2011 e lançado em março deste ano. Além dessas versões, o projeto inclui um remix feito pela banda para sua faixa “Ecstatic Pleasures”.

Ouça/baixe gratuitamente este material no Soundcloud do Single Parents:

http://soundcloud.com/single-parents/sets/single-parents-ep-b-sides-2/

 

Single Parents em “Last conversation” no Estúdio Showlivre

Single Parents em “Stop waiting for me now”

Ziggy Stardust quarentão

The Rise and Fall of Ziggy Stardust and The Spiders From Mars, um dos álbuns essenciais do rock e da discografia de David Bowie, completa 40 anos e ganha uma nova edição remasterizada.

Lançado originalmente no dia 6 de junho de 1972, o quinto álbum da carreira de Bowie, coproduzido por ele e Ken Scott, foi escrito enquanto Bowie gravava o disco Hunky Dory (1971) e teve a participação de Mick Ronson (guitarra, piano, backing vocals, arranjos de cordas), Trevor Bolder (baixo), Mick Woodmansey (bateria), Rick Wakeman (teclados) e backing vocals de Dana Gillespie em “It ain’t easy”. Além do vocal, Bowie tocou violão acústico, saxofone e cravo no álbum e contribuiu nos arranjos.

Bowie matou Ziggy em seu auge, no London’s Hammersmith Odeon, em 3 de julho de 1973, mas sua influência converteu legiões de fãs e redefiniu a cultura popular para sempre, tornando-se parte do zeitgeist e um grande exemplo para as gerações seguintes, em particular as envolvidas no movimento punk – músicos, artistas, designers – e os subseqüentes renascimentos do rock e do pop.

*Com infos da assessoria de imprensa da EMI

Poemas de Combate

Clemente Nascimento, apresentador e diretor artístico do showlivre.com, comenta um lançamento literário, fruto de um grande amigo da música. Confira:

“Faz tempo que o rock flerta com a poesia. É um caso de amor mal resolvido que quase sempre termina em música, mas que, às vezes, também resulta em boas publicações.

Poemas de Combate é um desses casos. O livro é uma compilação de poemas de Carlos Finho Telhada, mais conhecido como Finho (vocalista da banda 365). São poemas que ele começou a escrever em 1977, aos 13 anos – como “Miss São Paulo” – e que vão até “Garagem”, de 2011, refletindo a visão de um eterno outsider. Finho sempre se destacou por suas letras extremamente líricas e até conflitantes com a rude escrita punk, mas que geraram hits antológicos como a música “São Paulo”, que até hoje figura entre as preferidas de diversas gerações de rockers.

Nessa sua primeira aventura pelo mundo da literatura ele não faz feio. Estão lá poemas que viraram canções e poemas que serão para sempre poemas, impressos e vivos no papel branco. Finho surpreende pela fluência e a poesia fácil, para se ler numa tarde, deitado na janela sob a luz do sol, embrulhado na cortina. Ele fala do seu meio, da Freguesia do Ó, com a antena ligada no mundo, de forma universal. Poemas de Combate é um livro bom para se ler ouvindo seus discos preferidos, de rock ou não, e com aquela excitação típica de um beatnik.”

Poemas de Combate
Autor: Carlos Finho Telhada
Editora: Naturales11a
130 páginas

Reggae na cabeça

Um review dos lançamentos Bob Marley The Essential Box e Reggae The Definitive Collection Songs of Freddom

O reggae nasceu na Jamaica, se espalhou pelo mundo e literalmente colocou aquela pequena ilha no Caribe no mapa mundi, mas antes de se globalizar, abrir uma filial na ilha de São Luis no Maranhão e se tornar hino de uma juventude dourada que adora mar, sol, cachoeira e beija-flor, o reggae construiu uma série de mitos locais que foram responsáveis por difundir sua cultura e ideologia, entre eles o mito maior, Bob Marley, verdadeiro ícone de toda uma geração e símbolo da cultura reggae e rastafári. A passagem de Marley pelo show bizz foi meteórica encerrada precocemente por uma doença fatal, mas o seu legado ainda é atual. Pensando nisso, a gravadora MusicBrokers, lançou a coletânea Bob Marley – The Essential Box, um boxset com 6 CDs que trazem boa parte do que ele produziu e gravou com o The Wailers na sua terra natal, a Jamaica, verdadeiras pérolas estão presentes, como as primeiras versões de “Sun is shining”, “Natural mystic” ou “Kaya” antes de ganharem versões mais “comerciais”. Remixes, faixas produzidas por outra lenda, Lee Perry, faixas instrumentais e canções de outros compositores interpretadas por Marley, completam essa coletânea essencial.

Bob Marley - The Essential Box

Para completar essa viajem pelo mundo do reggae a MusicBrokers, lançou também Reggae – The Definitive Collection, Songs of Freedom que trás outros monstros sagrados que ajudaram a transformar o estilo, em um dos mais consumidos do planeta, estão lá nomes como Toots & Maytals, Jimmy Cliff, Peter Tosh, Desmond Dekker, Gregory Isaacs, U-Roy, Lee Perry e é claro, Bob Marley & The Wailers, um verdadeiro deleite para os fãs das boas vibrações da ilha.

Por Clemente Nascimento – Apresentador e Diretor Artístico do showlivre.com

Mais informações: www.mbrokers.com.br

Aeee..Beastie Boys novo!

A gravadora EMI anunciou detalhes e a data de lançamento do novo disco do Beastie Boys, o primeiro desde o instrumental de 2007 Mix-Up.

Hot Sauce Committee Part Two está previso para chegar às lojas no dia 3 de maio. O esperado oitavo álbum do Beastie Boys – Mike ‘Mike D’ Diamond, Adam ‘Ad Rock’ Horovitz e Adam ‘MCA’ Yauch – tem seu preview com o single “Make some noise”.

Hot Sauce Committee Part Two foi produzido por Beastie Boys e mixado por Philippe Zdar, o mesmo do Phoenix, Cassius e do seminal projeto francês Motorbass.

Confira o tracklist do álbum:
1. “Make some noise”
2. “Nonstop disco powerpack”
3. “Ok”
4. “Too many rappers” [new reactionaries version] (featuring Nas)
5. “Say it”
6. “The Bill Harper collection”
7. “Don’t play no game that I can’t win” (featuring Santigold)
8. “Long burn the fire”
9. “Funky donkey”
10. “The Larry routine”
11. “Tadlock’s glasses”
12. “Lee Majors come again”
13. “Multilateral nuclear disarmament”
14. “Here’s a little something for ya”
15. “Crazy ass shit”
16. “The Lisa Lisa/Full Force routine”

Já tem até remix na web, produzido pelo Passion Pit. Só procurar.