999 e Lurkers fazem festa punk 77 em SP

“Quero uma festa punk”, já diziam os Replicantes. E foi assim a balada no último sábado, 27 de junho. O endereço que reuniu a nova e a veterana geração de punkers foi o Inferno Club, na Rua Augusta. O motivo: as bandas britânicas 999 e The Lurkers, clássicos do punk 77.

foto: reprodução
O 999, que fechou a noite, havia estado no país nos anos 90. Depois houveram muitas possíveis vindas que só serviram para deixar os fãs mais apreensivos. A casa estava cheia e o ponto alto da noite punk foi a música “Homicide”, quando figuras da própria cena brasileira dividiram o palco com os ingleses. Mingau (ex-365, ex-Ratos de Porão e atual Ultraje a Rigor) assumiu o baixo de Arturo Bassick enquanto o vocal Nick Cash o chamava de “um dos maiores baixistas do punk brasileiro”. Já Ariel (Invasores de Cérebros)cantou em um dos vocais. Aí o palco virou festa e uma multidão empolgada pelo som também subiu ali para cantar o grande clássico.

A banda encerrou seu repertório com seu primeiro single “I’m alive” de 1977. Além disso, brindou os brasileiros com outros hits imortais: “Hit me”, “Titanic (my over) reaction”, “Inside out”, “Emergency”, “My street stinks”, “Boys in the gang”, “The biggest prize in sport”. O show foi curto e não sobrou muito espaço para as músicas mais novas.

Visivelmente empolgados, os The Lurkers já se sentem em casa no Brasil. Inclusive gravaram no Hangar 110, em 2001, o disco “The Lurkers On Heat – Live In Brazil 2001”, – aquele que alguém grita “seu gordo fedorento” em alto e bom tom entre uma música e outra. O show foi agitdo e terminaria com seu grande clássico “Shadow”. Mas a banda acabou voltando para um bis e o vocalista Arturo Bassick – também baixista do 999 – aproveitou para dizer que “é sempre um prazer tocar por aqui”.


Esta foi mais uma edição da festa Punk Rock Invasion, promovida pela Ataque Frontal. Eles já trouxeram shows homéricos como Toy Dolls, Cockney Rejects, GBH e esta foi mais uma noite para colocar o moicano pra cima.

Por: Nathalia e Tiago Birkholz

Madonna e Guy Ritchie vão a leilão

O aclamado pintor escocês Peter Howson retratou uma Madonna nua deitada ao lado de seu ex-marido Guy Ritchie, que toca uma de suas coxas.

A pintura a óleo foi feita em 2005 e irá a leilão em Glasgow, na Escócia, na próxima quarta-feira, 27. Segundo a agência EFE, espera-se que a obra seja vendida por 22 mil libras (25.080 euros).

A obra foi concluída em 2005, e Brian Clements, o diretor da casa de leilões McTear’s, reconhece que depois da separação do casal, o quadro gerou maior interesse.

A imagem vai abaixo. E definitivamente, Madonna e Guy Ritchie são bem melhores pessoalmente, não acha?

Liam Gallagher é modelo e designer

Mais um astro pop se rende ao apelo fashion. A grife da vez é Pretty Green e seu dono é Liam Gallagher. O vocalista do Oasis também atua como designer da marca cuja primeira coleção ainda não foi lançada.

Obviamente, Liam é o modelo da primeira campanha da Pretty Green. Enquanto as peças ainda não foram reveladas pelo site oficial da marca, Liam divulgou algumas imagens de making of das fotos realizadas em Brighton, cidade na costa sul da Inglaterra. Ele foi clicado numa moto e descreveu a situação em seu Twitter: “Fotografando para o lançamento da Pretty Green, com as bolas congelando…”

“Estou fazendo isso porque gosto de roupas”, explica o cantor em vídeo no site oficial da Pretty Green.

Na próxima segunda-feira, 25 a coleção estará disponível no site da grife e a partir de 1 de junho as peças estarão disponíveis para venda on-line. A entrega, avisa, será mundial.

As fotos são de www.prettygreen.com

Lenny Kravitz mostra seu lado fotógrafo

A edição russa da revista Vogue trouxe, neste mês de abril, conta com Lenny Kravitz na capa. E as fotos da matéria foram tiradas pelo próprio cantor, que mostra o seu desconhecido lado de fotógrafo.

Kravitz expõe cliques de celebridades amigas – sem maquiagem e sem tratamento de imagem. Veja algumas:


Beyoncé


Alicia Keys


Joss Stone


Jay Z

Kate Moss no cinema, com inspirações vindas do repertório do Babyshambles

Parece que Kate Moss irá debutar no cinema. Estão rolando rumores na internet que a top irá estrelar um filme do diretor Leos Carax, um dos principais nomes do cinema na França.

O jornal Libération divulgou uma nota afirmando que o longa seria uma adaptação moderna de “A Bela e a Fera”. “Denis a rapta depois de uma seção de fotos de moda e a leva para os esgotos”, descreveu Carax ao jornal.

Já segundo a coluna Última Moda, do jornal A Folha de São Paulo, o filme em questão é inspirado também na canção “La Belle et la Bête”, que ficou ainda mais conhecida pela participação de Kate Moss ao lado de seu então namorado, Peter Doherty. A banda Babyshambles tem esta música no disco Down in Albion (2005) e durante alguns shows na Inglaterra os vocais foram agraciados pela bela Kate, para o deleite da platéia. Assista abaixo um trecho de um show realizado em abril de 2007, no bairro de Hackney, Londres, onde o casal faz uma performance acústica:

“La Belle et la Bête” é também um filme do poeta e diretor Jean Cocteau (1889-1963).

Inocentes lançam DVD hoje no Vegas Club

Os Inocentes lançam esta noite (02/04) o DVD “Som e Fúria” no Vegas Club em SP. Vai rolar um pocket-show com a banda e nosso amigo Clemente convida a todos.

O serviço da festinha é:
dia 2 Rockfellas Punk SP – Studio nº 7
Show: Inocentes (Lançamento do dvd “Som e Fúria”)
DJs Lobby: Hematoma, Pati Laundry e China
DJs Pista: Focka
Vegas Club – rua Augusta, 765
www.vegasclub.com.br

O lançamento conta com um show no Centro Cultural de São Paulo. O fã terá que procurar um outro show escondido no menu, este gravado no festival Porão do Rock, em Brasília. O antigo baixista da banda, André Parlato, faz uma participação especial. E nos extras entrevistas e fotos.

Aí vai uma foto da banda tirada aqui no Showlivre, pela amiga e fotógrafa Caroline Bittencourt:

Simple Plan recebe disco de platina digital

O Simple Plan, que se apresentou na última terça-feira, 24, em São Paulo recebeu um prêmio inédito: o primeiro Disco de Platina Digital de banda Internacional (Digital Platinum Album), reconhecido pela ABPD (Associação Brasileira dos Produtores de Discos).

A conquista dos norte-americanos foi resultado do sucesso de vendas do celular LG KM500d, lançado com exclusividade pela Vivo com o álbum completo do grupo pré-carregado.

A entrega do prêmio foi realizada horas antes do show, no próprio Credicard Hall. A banda realizou um pocket show para convidados e imprensa. Logo depois subiram ao palco da casa de shows.

O rock progressivo do Radiohead

postado por AD Luna

Ok, Ok…

São Paulo recebeu nesse domingo (22/03) o “concerto” do Radiohead. Não vou fazer resenha do dito. Vocês podem encontrar muitos deles em portais, blogs e sites de jornais e revistas. Mas, só pra resumir… Os caras fizeram um dos mais belos e competentes shows que já vi em terras paulistanas. O ponto mega negativo foi para o caos na saída e a falta de transporte suficiente para a boa parte das 30 mil pessoas presentes na Chácara do Jockey.

Bem, dado o recado e aproveitando o ensejo da vinda dos britânicos, desenterrei texto outrora publicado no meu blog Interdependente (http://www.interdependente.blogspot.com). Divirtam-se!

O ROCK PROGRESSIVO DO RADIOHEAD!

Se espantou com o título que abre essa coluna? Pois eu, nem um pouco. Em sua edição de outubro de 2007, a revista americana especializada em bateria Modern Drummer incluiu o OK Computer do Radiohead entre os “50 Grandes Discos do Rock Progressivo”. Nessa linha mais anos 1990 e 2000, além do grupo do baterista Phil Seway, entraram na lista álbuns do Tortoise, Tool, Soundgarden, Derhoof e, claro, The Mars Volta.

O povo indie-alternativo-hype sei lá o quê, que adora encher a boca pra esculhambar o rock progressivo pode se perguntar: “Mas, como? Radiohead progressivo? Meu mundo caiu!” As razões para o espanto podem ser as mais variadas, porém uma é certeira: puro preconceito.

Apesar de guardarem certa distância sonora de nomes óbvios como Yes, Jethro Tull, Genesis e Pink Floyd – também citados na revista -, o conceito do velho progressivo segue vivo na música de bandas como Radiohead. E qual seria esse conceito? O de subverter o padrão do rock básico, feito com dois, três acordes e explorar novos timbres, construir as músicas mais cerebralmente, explorar ritmos além do 4/4 tão comum no rock, não se importar com padrões impostos pelo mundo da música pop (refrões fáceis, levadas lineares de bateria, canções curtas) etc etc.


arte: Paulo Murilo

Também me adianto a informar que não estou querendo dizer que o rock progressivo seja o melhor de todos. Looooonge disso! Na minha humilde opinião, considero um tanto quanto idiota, imbecil, esnobe, pretencioso, arrogante e até inútil afirmar, categoricamente, que um estilo de música ou tal artista ou banda é pior ou melhor do que outro.

Esse tipo de opinião talvez tivesse algum sentido caso vivêssemos num mundo com somente dois ou três tipos de pessoas… No entanto, é a diversidade que impera. Assim, se há infinitos tipos de gente é muito natural que existam numerosos estilos musicais.

Enfim, abaixo segue um paralelo entre o “velho” e o que seria o “novo” progressivo. No primeiro vídeo, King Crimson, no segundo o Battles, grupo que tocou passou pelo Brasil e cujo rótulo dado por alguns jornalistas foi ridicularizado pela própria banda: Math (???!!!!) Rock ou rock matemático!!!

Segundo os caras da banda, isso é o mesmo que dizer “gelo gelado”. Claro, afinal, a música – qualquer que seja – é estruturada de forma matemática.

Iron Maiden: show emociona, mas público sofre com desorganização

postado por AD Luna – adluna@showlivre.com

“Ainda bem que o público do metal é, geralmente, muito pacífico!”

Essa era a frase que mais vinha à cabeça desse repórter ao percorrer a via-crucis da saída do ótimo show do Iron Maiden, realizado domingo (15/03), em São Paulo, no longíquo Autódromo de Interlagos.

A organização fez o público sofrer no início, durante e depois do evento, que reuniu 63 mil pessoas – recorde de público da banda, fora apresentações em festivais. Não dá pra entender por que foram disponibilizadas apenas duas vias de acesso, num lugar tão gigantesco como Interlagos.

No fim da tarde e início da noite, a chuva prejudicou parte da estrutura do show e transformou o solo num mar de lama escorregadio e incômodo. Na saída, a maioria do público precisou andar a passos lentos e espremido por uma via que mais parecia um funil. Caso houvesse algum tumulto, as conseqüências poderiam ter sido gravíssimas.

O SHOW

Durante o show realizado há um ano, no estádio do Parque Antárctica, o carismático vocalista Bruce Dickinson afirmou que a banda voltaria com cenário e efeitos mais sofisticados. Bem, a chuva prejudicou alguns desses efeitos. Mas, e daí? Se o Iron Maiden tocasse apenas com um pano de fundo pintado à mão, é praticamente certo que os fãs iriam curtir do mesmo jeito, tal é a devoção desses pela música e por todos os integrantes do grupo.

A banda passeou por repertório que incluiu “parte” dos clássicos dos anos 1980, além de “Fear of The Dark”, da década seguinte. A diferença em relação ao show na casa do Palmeiras ficou por conta da mudança de trechos do repertório. Nesse entraram “Phantom of the opera” e “Wratchild”, dos dois primeiros álbuns, “Children of Damned”, do disco The Number of The Beast e “The evil that men do”, do futurista Somewhere in Time.

A quantidade de hits do Maiden é tão grande, que eles poderiam até montar uma turnê “Somewhere Back in Time” alternativa (confira nossa sugestão de repertório paralelo ao final dessa reportagem).

Todos os refrões e passagens melódicas instrumentais eram entoados como gritos de guerra pelo povo. Bruce Dickinson consegue comandar o mar de gente como se estivesse numa pequena sala. Janick Gers, na banda desde 1990, reproduzia em dueto alguns dos solos de guitarra outrora executados apenas por Adrian Smith ou Dave Murray.

O batera Nicko McBrain, 56, é o maiden mais velho e mais festejado pelo público quando Dickinson apresenta a banda. Não é de se espantar: além de ótimo músico, o senhor Nicko é o rei da simpatia. Sempre bem-humorado e brincalhão.

Os anos 2000 tem sido bons para o Iron Maiden. Em 1999, Bruce Dickinson e Adrian Smith retornaram à banda. O disco de inéditas mais recente dos britânicos, “A Matter of Life And Death”, lançado em 2006, vendeu muito bem e chegou a ficar entre os primeiros da Billboard, ao lado de artistas com muito mais apelo pop e radiofônico.

O show em Interlagos se encerra com “Sanctuary”. Bruce informa que a banda deve voltar ao Brasil em dois anos, para a turnê de lançamento de um novo álbum de estúdio.

Diversão rock’n’roll garantida em 2011!

A Somewhere Back Time “Alternativa”

– Prowler
– Running Free
– Killers
– Murders in The Rue Morgue
– The Prisoner
– Flight of Icarus
– Revelations
– Flash of The Blade
– Losfer Words
– Heaven Can Wait
– Can I Play With Madness

Nove Mil Anjos estrearam em SP

Semana passada chegou o convite abaixo em nossos emails:

Pois é, os meninos – que passaram alguns dias aqui no Estúdio do Showlivre fazendo testes para encontrar um vocalista – finalmente debutaram em São Paulo. O clima da festa era de comemoração entre amigos. Mas a entrada não foi apenas para os chegados. Tinha uma lista enorme de fãs. Muitos. Com músicas na ponta da língua. Fizemos um videozinho de celular de “A Ilha”.

Depois do show, mais festa! Andreas Kisser (Sepultura), Lobão, Talita (Motores), Clemente (Inocentes), Hélio (Vanguart) e claro, Sandy, Xororó e família, estavam ali. Nós também e desejamos muito sucesso aos quatro!

Por Nathalia Birkholz
Vídeo Bianca Lombardi
foto Gisele França