Yo! Dia do Rap Nacional

No dia 6 de agosto o Rap nacional comemora um dia só dele; a iniciativa e o projeto são do Deputado Estadual paulista Geraldo Vinholi.

A motivação de tudo isso foi à cadeia produtiva gerada pela Cultura Hip Hop e, sua proposta de conscientização de classes com uma nova maneira de pensar a sociedade, além da disseminação de arte e cultura pela periferia. Os motivos são ótimos, apesar da desconfiança de sempre, que essas tais datas “oficiais” geram, sejam elas do Rock ou do Rap, não importa. Mas apesar das ressalvas, a homenagem deve ser muito bem recebida e comemorada, não foi fácil passar de estilo “marginal” para “oficial”, a jornada foi longa e cheia de percalços.

 

Emicida no Estúdio Showlivre

Se hoje nomes como Criolo e Emicida, ganham cada vez mais espaço na grande mídia e tocam em espaços que o rap não costumava freqüentar, isso se deve ao pioneirismo de nomes como Thayde e DJ Hum, Racionais, Pavilhão 9, Sabotage, RZO entre outros, que nunca desanimaram apesar de todas as dificuldades.

Criolo no Estúdio Showlivre

O showlivre quer celebrar a data com uma seleção de artistas que passaram pelo Estúdio Showlivre e também por eventos que cobrimos, apresentando seus hits ao vivo!

VMB 2011 – Indicados

Acaba de ser divulgado a lista de indicados ao VMB 2011 da MTV.
Na lista, muitos amigos do showlivre.com escolhidos pela chamada Academia MTV, formada por jornalistas, formadores de opinião e músicos, além de abrirem a votação popular. O resultado sai no dia 20 de outubro.

 

Confira a lista:
Categorias votadas pelo júri MTV
Clipe do Ano
Criolo – Subirusdoistiozin (direção: Tom Stringhini e Alexandre Casagrande)
Emicida – Então Toma (direção: Fred Ouro Preto)

 

 

Jota Quest – É Preciso (A Próxima Parada) (direção: Conrado Almada)
Garotas Suecas – Banho de Bucha (direção: Arthur Warren e Suza)

 

 

Lurdez da Luz – Andei (direção: João Solda)
Mallu Magalhães – Nem Fé Nem Santo (direção: Fabrício Pires Bittar de Carvalho)
Mombojó – Antimonotonia (direção: Fernando Sanches)
Móveis Coloniais de Acaju – O Tempo (direção: Steve ePonto)
Pitty – Só Agora (direção: Ricardo Spencer)
Thiago Pethit – Nightwalker (direção: Vera Egito e Renata Chebel)

 

Melhor Disco
Cavalera Conspiracy – Blunt Force Trauma
Criolo – Nó Na Orelha
Marcelo Camelo – Toque Dela
Marcelo Jeneci – Feito pra Acabar
NX Zero – Projeto Paralelo

Melhor Música
Criolo – Não Existe Amor em SP (Criolo)

 

 

Marcelo Camelo – Ôô (Marcelo Camelo)
Marcelo Jeneci – Feito pra Acabar (Marcelo Jeneci / Paulo Neves / Zé Miguel Wisnik)

 

 

Marina Lima (part. Samuel Rosa) – Pra Sempre (Marina Lima / Samuel Rosa)
NX Zero (part. Emicida, Yo-Yo e Dj King) – Só Rezo 0.2 (Di Ferrero / Gee Rocha / Emicida / Yo-Yo)
Versão Acústica no Estúdio Showlivre

 

 

Melhor Capa
Copacabana Club – Tropical Splash (arte: Rimon Guimarães)
CSS – La Liberación (arte: Lovefoxxx)
Garotas Suecas – Escaldante Banda (arte: Greg McKeighan)
Kassin – Sonhando Devagar (arte: Philippe Leon)
Tiê – A Coruja e o Coração (arte: Rita Wainer)

Revelação
Apanhador Só

 

 

Criolo
CW7

 

 

Marcelo Jeneci

 

 

Tulipa Ruiz

 

 

Aposta
Karol Conká
O Lendário Chucrobillyman
Rancore

 

 

Start

 

 

Tono

Artista do Ano
Criolo
Emicida
Marcelo Camelo
Marcelo Jeneci
NX Zero
Escolha da Audiência

Webclipe
A Banda Mais Bonita da Cidade – Oração
Banda Uó – Shake do Amor
Ecos Falsos – Spam Do Amor
Móveis Coloniais de Acaju – O Tempo
Skank – De Repente

Webhit
Larica dos Muleke
Magali Carioca
Phoenix de Ribeirão
Sou Foda
Friday, Versão Inri Cristo
Hit do Ano
CW7 – Me Acorde pra Vida
Emicida – Rua Augusta
Fake Number – Primeira Lembrança
Flora Matos – Pretin
Forfun – Quem Vai, Vai
Fresno – Eu Sei
Marcelo Jeneci – Felicidade
NX Zero – Onde Estiver
Rancore – Jeito Livre
Start – Que Vença o Melhor

Artista Internacional
Adele
Arcade Fire
Beastie Boys
Beyoncé
Britney Spears
Foo Fighters
Kanye West
Katy Perry
Lady Gaga
Strokes

Criolo ao vivo no Estúdio Showlivre

Criolo ao vivo no Estúdio Showlivre!

Hoje, 24 de agosto, a partir das 15h, o MC apresenta o seu aclamado disco de estréia Nó na Orelha.

Com a formação completa da banda, Daniel Ganjaman (teclados), Marcelo Cabral (baixo elétrico e acústico), Guilherme Held (guitarra), Samuel Fraga (bateria), Maurício Alves (percussão), Thiago França (sax tenor e flauta) e DJ Dan Dan (toca-discos) ele vai contar histórias do disco e de sua carreira.

Perfil:

Após 23 anos de carreira como MC, Kleber Gomes, o Criolo, apresenta seu primeiro álbum de canções, totalmente autoral, com produção de Daniel Ganjaman e Marcelo Cabral, em edições em vinil e CD. Compositor de canções contundentes e letras bem construídas, destila versos habilidosos como MC, sem necessariamente utilizar-se de rimas para tal, e profere vocais que surpreendem pela beleza e versatilidade.

Paulistano nascido no bairro de Santo Amaro e criado no Grajaú, Kleber Gomes mune-se de agressividade, humor e delicadeza para criar seu aguardado “Nó na Orelha”. Com igual domínio compõe e entoa genêros diversos como samba, afrobeat, bolero, reggae, rap e romântico.
Com apoio do centro cultural independente sem fins lucrativos Matilha Cultural – que viabilizou a produção de “Nó na Orelha” – conheceu Daniel Ganjaman e Marcelo Cabral. O processo de gravação e produção do disco aproximou Criolo de uma nova cena e rendeu inclusões de suas músicas nos discos do produtor GuiAmabis e do projeto 3 na Massa. Nó na Orelha foi lançado em vinil e CD, com arte de Ricardo Fernandes na capa. A edição em CD traz uma versão dub, remix de Daniel Ganjaman, da música “Samba Sambei” como faixa bônus.

Criolo lança o álbum Nó na Orelha em SP

Criolo e DJ Dan Dan no Studio SP, em São Paulo. Foto: Laís Aranha.

Ao contrário de outros shows onde o protagonista é um rapper, um palco repleto de instrumentos acompanha as tradicionais pick-ups. Saxofones, flauta e percussão são alguns dos elementos que aguardam Criolo no Studio SP, casa noturna paulistana, para o show de lançamento do álbum Nó na Orelha, realizado no último dia 19. Aliás, neste primeiro álbum de canções de Kleber Gomes, o Criolo, já fica claro desde a primeira audição: o repertório apresentado escapa brutalmente ao lugar-comum do rap nacional, desde os ritmos trabalhados até a construção surpreendente das letras.

Um público formado por bem-nascidos e alguns bonés de aba reta quase lota o recinto e os músicos começam a aparecer. Antes de Criolo chegar, um roadie traz o último item: uma garrafa e uma taça de vinho. Enfim, a aguardada atração aparece trajando uma túnica e óculos escuros, com gestos firmes e semblante sério. O criador da Rinha dos MC’s exala carisma e tem uma presença de palco que intimida um olhar direto em seus olhos.

Criolo. Foto: Laís Aranha.

O time que acompanha Criolo é estrelado. Além dos produtores do disco, Daniel Ganjaman (teclado) e Marcelo Cabral (baixo), estão presentes nomes do quilate de Thiago França – o saxofonista e flautista é responsável por dar à luz ao grandioso Metá Metá, ao lado de Kiko Dinucci e Juçara Marçal, um dos lançamentos já consagrados de 2011. Se não há dúvida da força de Criolo em grande parte do que chega aos ouvidos, também é inegável que o caldeirão sonoro ao seu lado colabora em muito para a grandiosidade do espetáculo. A banda absorve a verdade do rapper, e coloca energia e vontade na apresentação.

Esta energia reverbera, como não poderia ser diferente. Frente a uma plateia que já conhece todas as letras e já decorou as minuciosas intervenções sonoras do disco, ouvir os ecos em Subirusdoistiozin é uma pancada certeira, com requintes de catarse coletiva. Diante da recepção, Criolo faz reverências ao público, agradece e fala sobre os 23 anos de trabalho necessários para que chegasse naquele momento.

DJ Dan Dan, Criolo e o público. Foto: Laís Aranha.

No hit Sucrilhos, o habilidoso letrista ultrapassa o contexto social de sua música e engaja os espectadores no refrão “Pode colar, mas sem arrastar / Se arrastar, favela vai cobrar”. Embora a maioria dos presentes aparente estar “acostumada com sucrilhos no prato”, como diz a letra, a soberania da arte de Criolo faz com que a situação não cause estranhamento. A arte sobrevive por si própria, tal como acontece quando um cidadão urbano conecta-se à música sertaneja de Almir Sater.

Em Não existe amor em SP, o êxtase do rapper vai a mil e ele grita palavrões fora do microfone. Ao fim da canção, porém, assume um tom calmo nas palavras e comenta um cartaz com a inscrição “existe sim!”, em resposta ao título da música. Fala que, às vezes, “a cidade trata de um jeito que indigna”, embora o amor possa ser plantado. Em outro momento, pede para os presentes levarem amor em suas bolsas e mochilas, em um ambiente musical que elimina qualquer chance de pieguice, embora Kleber não pareça, de longe, se importar com isso.

Criolo. Foto: Laís Aranha.

Perto do fim do show, Ganjaman diz que um artista como Criolo aparece a cada 20 ou 30 anos, como um Sabotage ou um Chico Science. As comparações podem ser deixadas de lado, mas enquanto grandes mestres já se foram e há quem esteja cansado de interpretar as obras-primas do passado, é um privilégio pertencer à geração que pode assistir a uma apresentação de Criolo ao vivo. No real sentido da palavra, ao palco, repleto de gás, vê-se a vida que o rapper é capaz de dar ao belo registro Nó na Orelha.

Black na Cena Music Festival


São Paulo receberá, nos dias 22 a 24 de julho, o Black na Cena Music Festival. Dedicado à influência da cultura afro na música e na cultura como um todo, reunirá 21 shows na Arena Anhembi. Dentre as atrações internacionais do evento estão Public Enemy, George Clinton, Naughty by Nature e Method Man. Dentre os artistas brasileiros estão Seu Jorge, Jorge Ben Jor e Thaíde, acompanhado do Funk Como Le Gusta. Além de música, o festival contará com grafiteiros, B-Boys, encontro de lowriders e apresentação de ONGs e projetos sociais. Confira a seguir o line-up e o serviço do evento:

Sexta-feira (22/7) – das 17h às 4h
– George Clinton, fundador do Parliament-Funkadelic
– Seu Jorge
– Sandra de Sá
– O Baile do Simonal
– Tony Tornado
– Farufyno

Sábado (23/7) – 12h às 4h
– Public Enemy
– Lee Scratch Perry encontra Mad Professor e Roto Roots
– Olodum com participação especial de Carlinhos Brown
– Pato Banton
– Marcelo Yuka
– Jorge Ben Jor
– Black Rio convida Slim Rimografia, Criolo e Negra Li
– Xis convida Marcelo Mira

Domingo (24/7) – 11h às 22h
– Method Man
– Racionais MC’s
– Naughty by Nature
– Redman
– Thaíde com Funk Como Le Gusta
– Sandrão, majestade da RZO
– Russo e Bocage, acompanhados pela Banda Soul 3

Serviço
Local: Arena Anhembi
Endereço: Av. Olavo Fontoura S/N – Santana – São Paulo – SP
Data: 22 a 24/07/11
Site: www.blacknacena.com.br