Estúdio Showlivre Gospel recebe banda Katsbarnea


Katsbarnea é uma banda de rock cristão formada em 1988, época que ainda não existia o cenário agora conhecido como música gospel. Composto por Paulinho Makuko (vocal e guitarra base), Marrash (bateria), Jeff Fingers (guitarra solo) e Moisés Brandão (contrabaixo), o grupo mantém até os dias atuais um show recheado de hits que conquistaram os fãs.

Ao longo dos anos, foram lançados os trabalhos O Som Que Te Faz Girar, Katsbarnea, Cristo ou Barrabás, Armagedom, Katsbarnea Acústico, Profecia, A Tinta de Deus, Eis Que Estou à Porta e Bato e A Carne e o Sangue. Confira o som da banda no Spotify:

Confira o trailer do DVD ao vivo A Carne e o Sangue:

Para assistir ao programa online, é só acessar http://showlivre.com/aovivo. Depois, os vídeos são editados e você pode assistir no http://www.showlivre.com. Para enviar perguntas ou recados, é só ir no http://facebook.com/showlivre e nós passamos.

Serviço:
Katsbarnea no Estúdio Showlivre Gospel
Data: segunda-feira, 26/06/2017
Hora: 14h
Onde ver: http://showlivre.com/aovivo
Perguntas e recados: https://www.facebook.com/showlivregospel/

+Música by Maah Music: Visco, Malli, Limonge e Victo


Visco | @bandavisco
É só apertar o play e tudo muda, mas, para uma energia da hora. O som da banda Visco me faz viajar ao tempo e dançar sozinha na sala, sempre depois da 1 hora da manhã, porque eu gosto de fazer barulho mesmo e sim já ganhei várias multas no prédio, desculpa vizinhos, mais vocês deveriam curtir o som irado comigo oks!! Novo som da banda Visco, novo clipe e é fascinante.
O clipe da música “Superficial”. Com uma pegada artística, o vídeo, realizado pela Old Man Filmes, encerra o lançamento do compacto homônimo, disponibilizado em outubro passado. Agora, todas as faixas do trabalho possuem material em vídeo. “Tão Longe”, primeiro single, ganhou clipe em março do ano passado.
Para “Superficial”, a banda optou por seguir uma linha conceitual e não aparecer no vídeo, que conta apenas com atores e uma bailarina. Imbuído de um visual futurista sci-fi, o clipe traz os personagens se interagindo com as cores que remetem à capa do compacto. Não deixe de conferir agora mesmo o clipe aqui!!!

Malli
Ela é divina e cheia de talento. Gosto bastante do som dela e dos clipes principalmente, pare e assista TODOS. Esse é o ano da Malli: a cantora, compositora e baixista abalou corações no começo de 2017, levando um público curioso e entusiasmado a imitar os passos vogue do clipe “La Nave Va”. Agora, dá pinta ao vivo com a inédita “Não Perturbe”. Um grito forte o suficiente pra te afastar, já que ela cansou de você. “Só me mande notícias se valer a pena e se forem boas”, ela canta na performance visceral.
Uma faceta mais agressiva da artista, que recentemente (e gravidíssima) também mostrou a faixa “Ladeira”. “Gosto de encarnar meus extremos. Bato o quadril na lambada e corto os pulsos no drama. Sou muito exagerada”, revela
Entre cores escandalosas e maquiagem sombria – meio Ney, meio Portishead – Malli da amostras do que podemos esperar de seu disco de estreia, produzido pelo multi instrumentista Rafael Castro e com previsão de lançamento para o segundo semestre de 2017. Aperte o play agora!

Limonge
O lado estranho de uma pessoa que é libriana e sempre se apaixonar, assim, loucamente. Nesse caso a musica ganhou o meu coração e muito mais o clipe. O paulistano Limonge, que lançou o primeiro álbum da carreira em 2016, teve um reconhecimento incrível ao lançar e trabalhar o single “Geração 90”, que repercutiu em diversos veículos de comunicação e, ainda, foi um dos finalistas do concurso Energia Me Ouve, uma das maiores competições de bandas independentes do país.
A animação é de Daniel Suzigan, com roteiro do próprio cantor e João Paulo Soares. “A ideia foi criar uma analogia pra exemplificar o encontro de duas pessoas como se fossem almas gêmeas, interesses em comum e coincidências que só quem já amou um dia consegue entender”, comenta o cantor. Então, vem comigo vive esse amorzinho

Victo
Por último, mais não é o menos importante. Gente, vocês ficarão alucinadas com a voz maravilhosa do Victo! Gente, onde ele estava escondido que não tinha escutado o som dele? E esse sax na música? Ai meu coração, vou dar um role em SP e aumentar o volume do carro \o !! Trilha sonora para minha vida nesse momento minha gente, anota ai e vem assistir esse clipe lindo, canção “Nua”!!
Victo é o nome artístico do cantor e compositor João Vitor Vasconcelos, que em 2016 lançou seu primeiro álbum da carreira solo. O músico recria seu trabalho a partir da raiz de seus estudos, visitando a música popular e trazendo o groove de suas misturas rítmicas.
O álbum, Ísis, contém 09 músicas e tem produção assinada pelo próprio cantor, as músicas nos embalam em um caldeirão percussivo, recheado de experimentações, disseminando a música brasileira através da soul, do samba e do reggae. A primeira música de trabalho é “Nua” que já possui um clipe disponibilizado aqui, aperte o play agora e tem que dar replay hein!

Maah Music


Falae Maah!

Sou conhecida como Maah Music! Sou viciada em música e, hoje em dia, ela é como respirar pra mim. Não importa qual show é, eu sempre estou lá na frente do palco, pelo meu vício e minha necessidade de ouvir música; música só de qualidade!

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Plataforma Dazibol conecta agentes do setor da cadeia produtiva da Música


O Dazibol é uma plataforma que compreende a música como vetor de desenvolvimento econômico, social e cultural e, surgiu do desejo e objetivo claro de fomentar o mercado fonográfico no Brasil.

Com cadastramento e acessos totalmente gratuitos, o portal Dazibol une Ofertadores e Artistas de forma objetiva. A ideia é gerar uma rede onde o universo da música se conecte online, mas que as interações geradas se concretizem no mundo real, off-line.

Os principais perfis que alimentam a cadeia da música são, de um lado, os criadores (artistas, bandas) e do outro, os Ofertadores (selos/gravadoras, integradores, festivais, casas de espetáculos e fornecedores dos mais diversos). Todos podem tornar-se membros da rede e, de maneira ágil e objetiva, conectar-se aos agentes desse mercado para criar e ampliar os seus negócios.

O projeto foi idealizado pelo gestor cultural Kuru Lima e realizado pelo Instituto77, entidade sem fins lucrativos, voltada para o desenvolvimento cultural.

“Várias plataformas têm surgido para o ambiente musical, algumas voltadas a coprodução entre artistas, outras voltadas diretamente ao streaming, cada uma tentando ‘atacar’ um problema atual que ainda não possui uma completa solução. O Dazibol vem como tentativa de conservar e otimizar o que o mercado rege há séculos: procura, contratação, fechamento de negócios, remuneração, garantia de sobrevida e crescimento de carreiras, empresas, selos, gravadoras.” – Fred Furtado, Diretor Presidente do Instituto 77.

Ao criarem seus perfis, os artistas já vinculam todas as demais redes às quais pertencem e estabelecem um local único de visualização para o público e para os contratantes. É possível também subir músicas em formato MP3, informar sua agenda de shows, vender seus ingressos, divulgar suas campanhas de crowdfunding e criar anúncios oferecendo seus serviços.

O Dazibol também beneficia os selos e gravadoras que podem usá-lo para pesquisa e contratação, e também para a difusão de seus conteúdos.


Os festivais, casas de shows e eventos podem usar o site para criar oportunidades aos artistas e divulgar seus editais de maneira bem simples, facilitando o processo de curadoria. Com uma simples pesquisa, o contratante é capaz de localizar artistas com o perfil desejado, já identificando cachê médio, demandas técnicas e localização futura adequada à sua agenda, ganhando em logística e escala. O artista, da mesma forma, encontrará os locais com perfil adequado às suas apresentações.

Os fornecedores, do roadie ao fabricante de instrumentos, do empresário artístico ao fornecedor de palco, som e luz, todos poderão criar perfis e detalhar seus serviços, submetendo-se à análise dos contratantes, criando uma grande referência e indicador de qualidade para o setor.

O portal firmou parceria com sites como Catarse, Sympla e Prosas para ofertar ferramentas integradas contidas nessas plataformas. O usuário do Dazibol pode exibir em seus perfis campanhas de financiamento coletivo, venda de ingressos e editais.

Portanto, ao compreender as necessidades da indústria da música, o avanço e relevância da web, o Dazibol chega para sanar as deficiências que existem atualmente no processo, unir todos os lados e interesses do universo musical, potencializando e facilitando o intercâmbio entre eles.

O título do site tem como inspiração painéis públicos manuscritos pelos chineses, no início do século XX. Colados nas cidades em ambientes com ampla concentração de público, permitiam às pessoas se manifestarem livremente, dar notícias, questionar, ofertar trabalhos e oportunidades diversas.

Patrocinado pelo Programa PETROBRAS Cultural, o projeto foi selecionado dentre as propostas para fomento às redes de música no Brasil. O Dazibol é uma startup em estruturação entregue à sociedade brasileira, aberta a investidores e a outros parceiros para o seu constante aperfeiçoamento.

#TocaDiscos – Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim


Senhoras e senhores, relaxem nas suas poltronas, apertem os cintos e preparem-se, pois essa coluna irá decolar! Nosso destino? 1967. Nossos comandantes? Francis Sinatra e Tom Jobim. Nesse percurso você observará uma bela costa banhada pelo mar e que acompanha um caminhar lento, charmoso e suave de uma bela e provocante garota, lá de Ipanema, e ainda acompanhará noites calmas e estreladas.

Ok, ok… Brincadeiras a parte, se é para falar da minha memória de LPs, vinis e K7s, é para falar de Tom. Sou uma eterna amante das letras e melodias desse carioca boêmio, poético e especial. Não sei o que me atraiu, quero acreditar que, foi um apresentação dele com Elis Regina, cantando “Águas de Março” que meu pai gostava tanto que me inspirou.

Mas o álbum de hoje é pura finesse. Eu não poderia trazer o Tom sozinho. Não, não! Ao seu lado vem nosso eterno mafioso (não sei, vai saber, melhor eu me calar, cof cof) Frank Sinatra. Esse foi o primeiro LP que comprei logo após ganhar Filosberta, minha atual vitrola. Paguei consideráveis “golpinhos” que valeram muito a pena.

O tal álbum em questão é o Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim, um álbum de estúdio do cantor norte-americano Frank Sinatra em parceria com o cantor e compositor brasileiro Antônio Carlos Jobim, lançado em 1967 (como já falei acima). O álbum reúne canções conhecidas da Bossa Nova, além de três canções do “Great American Songbook” também com o arranjo do nosso ritmo do coração. Este LP ainda conta ainda com a participação majestosa e condução de Claus Ogerman e sua orquestra.

Antes de mais nada preciso destacar as curiosidades que acompanham essa obra prima da música mundial (sem exagero algum):
– Tom Jobim só não toca uma música, “Change Partners”. Isso aconteceu porque ele teve dificuldades para tocá-la, em seu lugar quem a interpretou fora o violonista Al Viola que não é creditado no álbum.
– Em 1968, Sinatra e Jobim foram indicados ao Grammy de Álbum do Ano, porém perderam para o também muito bem-sucedido Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band dos Beatles (que, diga-se de passagem, comemorou 50 anos este ano).
– Este é o único álbum da carreira de Frank Sinatra onde ele teve que usar seu nome de batismo a fim de não parecer menor perante Tom Jobim.

Mas, na minha opinião, a curiosidade mais interessante seja outra. Essa gravação, de 1967 foi um sucesso, tanto que eles repetiram a façanha em 1969. Como se sabe, sempre disposto a ganhar dinheiro, Sinatra convocou novamente seu parceiro brasileiro para mais um encontro, dessa vez menos histórico. Tanto que, das dez faixas gravadas, sete esperaram dois anos pelo lançamento – ainda assim numa compilação (Sinatra and Company, 1971). Porém Tom não gostou muito do resultado.

Durante minhas pesquisas sobre o fato, encontrei a história narrada pelo músico Paulo Jobim, filho do compositor, que tinha 19 anos quando seu pai gravou as dez últimas faixas. Lembra que as gravações foram feitas sob rigoroso inverno, segundo informou seu pai em carta. Nela, Tom queixa-se de uma inesperada tempestade de neve e da solidão na mansão de Sinatra, que raramente estava lá, ocupado em jogar e cantar nos cassinos de Las Vegas. Jobim aproveitava o tempo para ver astronautas na TV e ler a biografia de Rachmaninoff. Nos intervalos, corria para o estúdio quando Sinatra, entre uma briga e outra com Mia Farrow, decidia gravar – sem ensaiar – clássicos de Jobim como Wave e Samba de uma Nota Só. Sinatra fez um esforço louvável para baixar o tom.

E o comentário que me chama atenção é que, Tom Jobim comenta que, a respeito do primeiro disco, nunca cantou tão suavemente desde que tivera uma laringite. Ou seja, esse tão saudoso e delicioso Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim deve ser escutado com toda atenção e carinho do mundo, por que realmente é uma obra única, visto que, tentaram recria-la e, foi quase um desastre.

Tanto que, deste segundo encontro, três delas ficaram acumulando pó, em alguma fita perdida por aí, por 40 anos. O registro das sessões completas dos dois encontros, entre 1967 e 1969, chega ao mercado no CD Sinatra/Jobim: The Complete Reprise Recordings, reunião das 20 músicas gravadas para o selo – com resultado irregular, mas ainda assim adorável.

Minha dica é: Comemore os 50 anos desse álbum escutando, se possível, o LP, numa deliciosa tarde de domingo, com um leve sol entrando pela janela, enquanto degusta um saboroso vinho (pode ser um Pinot Noir ou um Riesling).
Confira as faixas dessa belezura:

1. “The Girl from Ipanema”
Antônio Carlos Jobim, Norman Gimbel, Vinícius de Moraes
2. “Dindi”
Ray Gilbert, Jobim, Aloysio de Oliveria
3. “Change Partners”
Irving Berlin
4. “Quiet Nights of Quiet Stars (Corcovado)”
Jobim, Gene Lees
5. “Meditation”
Jobim, N. Gimbel, Newton Mendonça
6. “If You Never Come to Me”
Jobim, R. Gilbert, Aloysio de Oliveria
7. “How Insensitive (Insensatez)”
Jobim, N. Gimbel, Vinícius de Moraes
8. “I Concentrate on You”
Cole Porter
9. “Baubles, Bangles and Beads”
Robert C. Wright, George Forrest, Alexander Borodin
10. “Once I Loved (O Amor em Paz)”
Jobim, Gilbert de Moraes

Escute o álbum completo:

Djavan faz show em sorocaba e termina turnê por SP

Hoje (23/06), é a última chance que o paulistano vai ter para ver a turnê Vidas Pra Contar, do lendário Djavan. O show acontece em Sorocaba, no Clube União Recreativo Campestre, depois Djavan parte pro Rio para o encerramento. O conceito por trás da turnê é de que nascemos todos um livro em branco, que vai se preenchendo com o tempo.

Sendo assim, o livro Djavan é uma obra prima. O cantor tem um posicionamento ímpar dentro da história da música brasileira. Ele é o cara que, mesmo de uma geração inteira mais nova, conseguiu se posicionar naquele cânone da MPB que começa nos anos sessenta. As pessoas falam de Chico Buarque, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gilberto Gil, Gal Costa e, por fim, Djavan. Mesmo quando sua carreira deslanchou uns dez anos depois desse pessoal. Ele é uma espécie de Hércules da música brasileira, aquele que veio depois, nasceu mortal, mas pela excepcionalidade, foi canonizado entre os outros deuses.

Não perca o show e aproveite para conferir a cobertura que fizemos em 2004 de Djavan no Radar Showlivre:

SERVIÇO
Djavan – Vidas pra Contar
Data: 23/06 (sexta-feira)
Portões abrem às 20h – Show às 22h30
Local: Clube União Recreativo Recreativo Campestre
Rua Francisco Paulo Braion, 650 – Jardim Guadalajara, Sorocaba (SP)
Vendas online: www.ticketbrasil.com.br
Mais informações: (15) 3231 1452 / (15) 9 9808 1260 (WhatsApp) ou www.djavanemsorocaba.com.br

Três versões para o clássico “Superstar”


Leon Russell
é um dos nomes mais injustiçados do rock. Seu nome deveria estar na ponta da língua de qualquer amante do gênero, como estão nomes do patamar de Elvis Presley, Paul McCartney e Brian Wilson. Isso porque Leon fazia de tudo um pouco, era compositor, músico de estúdio, pianista, guitarrista, cantor, líder de banda, arranjador e muito mais. Foi ele quem, em 1969, organizou a banda e a turnê de Joe Cocker, que depois foi eternizada no disco seminal Mad Dogs and Englishman.  Uma das músicas mais conhecidas de Leon, ele compôs exatamente nessa turnê e se chama “Superstar”. Essa música ele escreveu para a cantora de “backing vocals” de Cocker, Rita Coolidge, que todo show tinha espaço para escolher uma música onde ela tomava as rédeas e cantava em primeiro plano. A música é cantada sob a perspectiva de uma mulher que ama um músico ‘superstar’, que a deixou sozinha para viver a vida na estrada em uma turnê de rock.

A música se tornou um hit anos depois em 1976, quando os Carpenters fizeram uma versão que só eles poderiam fazer. A voz de Karen Carpenter parece ter sido feita para cantar essa música e o arranjo de seu irmão, Richard, estabeleceu o “como tocar” desse clássico.

Muitos se surpreenderam quando a banda Sonic Youth aceitou fazer parte de um tributo aos Carpenters. O estilo alternativo e barulhento não parecia ter nada a ver com a aura “easy listening” da banda dos irmãos Carpenters. Eles, porém, fizeram uma versão sombria, com direito a vocal sussurrante e guitarras distorcidas. É de se arrepiar. Confira aqui.

Ouviu as músicas? Quer mais? Aproveite o clima que só a boa música traz e ouça a playlist de rock do showlivre.com no spotify!

Afinal, qual é a diferença entre samba e pagode?

No programa Altas Horas, da Rede Globo, do dia 18/06, um rapaz da plateia perguntou a Zeca Pagodinho qual era a diferença entre o pagode e o samba. O cantor respondeu, ou melhor, não respondeu a pergunta, dizendo que se tratava de uma “pergunta velha”. Pois bem, então a pergunta é velha, mas qual é a resposta? É menos simples do que parece.

Para começo de conversa, qualquer denominação de gênero musical é problemática. Isso por que todo artista tem um estilo próprio. Por exemplo, beira ao ridículo pensar que artistas tão diversos quanto Elvis Presley, Iron Maiden e Coldplay, podem ser assimilados dentro do gênero “rock”. São todos diferentes e a categoria às vezes serve somente para ofuscar o que há de único em um artista. No final das contas, a nossa necessidade de encaixotar música dentre esses gêneros, trata-se de uma necessidade mercadológica. Você veja, aqui mesmo no showlivre.com, nós temos nossa playlist de rap, de rock, de samba etc. Fazemos isso para informar nosso consumidor, para chegar a ele com o que ele já sabe que quer. Quando o mercado separa as músicas nessas categorias, ele está inferindo que se você gosta de Edi Rock, você provavelmente vai gostar de Criolo. Se você gosta do Péricles, vai gostar do Samprazer. E por assim vai…

As palavras “samba” e “pagode” foram criadas antes do mercado fonográfico. Em seu sentido original, ambas significavam mais do que um estilo de música. “Pagode” foi o nome dado por negros brasileiros a um tipo de festa onde se fazia folia, dançando, comendo, conversando e, é claro, tocando música. “Samba” também tinha um significado mais amplo e compartilhava com “pagode” essa conotação de folia que se estende para mais do que apenas a música em si. A palavra também comportava dança, brincadeira e tudo mais que se relaciona a folia e divertimento. A diferença se dá de várias maneiras. Uma é que pagode tinha uma conotação mais objetiva em relação a uma festa, um evento palpável. Quando se dizia que estava em um pagode, se falava de uma festa, com horário e endereço. Já o samba era uma palavra que descrevia um tipo de atividade, uma aura, um humor, que, sem dúvida, se tinha nas próprias festas de “pagode”. Essas diferenças foram se desenvolvendo mais ainda com a criação do mercado fonográfico e a disseminação da música.

A palavra “samba” foi tomada por executivos para rotular a música. Tacaram-lhe a denominação em tudo quanto é disco de artista diferente. O termo foi pegando. Nos anos 50, você podia ouvir um disco do paulista Adoniran Barbosa, ou do carioca Noel Rosa, esses artistas distintos, e era tudo samba. Com o passar dos anos, o samba foi criando seus “subgêneros”. Isso é, se falava em samba enredo, partido alto, bossa nova, etc. Foi só no final dos anos 70 e começo dos 80, quando houve uma revitalização do samba de roda carioca, liderado principalmente pelo grupo Fundo de Quintal, que o termo “pagode” tomou o significado que conhecemos hoje. Com a popularidade do Fundo de Quintal, outros grupos acabaram surgindo e convinha aos marqueteiros (e os grupos também), que dessem um nome novo à coisa, para se distanciar da conotação de “antigo” que o samba carregava. Escolheram uma palavra que já era usada, ou seja, que tinha a sua autenticidade. Decidiram chamar de pagode.

Ouça aqui nossa playlist de pagode, quer dizer, samba, com artistas que passaram por nossos estúdios.

Festival de blues em Ilhabela promete fim de semana cheio de música

O festival Bourbon folk & blues, que acontece esse fim de semana, vem para provar como, de fato, música não tem fronteiras. O festival contará com as presenças de artistas nacionais e internacionais como Ira, Larry & Steven McCray, Adriano Greenberg, Ana Cañas, Clarice Falcão e muito mais.

Não bastasse a experiência de viajar para ilha paradisíaca de Ilhabela, quem for para lá este fim de semana poderá desfrutar de um experiência excepcional. Além dos shows em palcos produzidos, a ilha estará repleta de músicos de rua dos mais variados estilos, garantindo que o bom som te acompanhe para qualquer lugar.

Confira abaixo a programação completa do festival, além de passagens de Ana Cañas, Nasi (do Ira) e Clarice Falcão pelos estúdios do showlivre.com.

 

Serviço

BOURBON FOLK & BLUES ILHABELA

Dias: 23, 24 e 25 de Junho
de 2017
Local: Ilhabela • Palco Pier (Praça da Bandeira) • São Paulo

::: Buskers (Músicos de Rua)
Locais: Praia do Perequê | Praia do Sino | Praia do Curral

::: PROGRAMAÇÃO COMPLETA

23/06 – SEXTA-FEIRA | PALCO PIER

17h30 – Island Blues Brothers (Artista Folk, Ilhabela)
18h30 – Adriano Grineberg convida Ana Cañas (Blues, SP)
20h00 – Clarice Falcão (Folk, RJ)
21h30 – Larry McCray (USA) e Steven McCray (USA) Blues&Soul

DJ Crizz nos intervalos

BUSKERS  – PRAIA DO PEREQUÊ
14h30 – DJ Crizz
15h – Corcel & Jonavo
16h – Jefferson Gonçalves & Kleber Dias

OBS: BUSKERS – SUJEITO À ALTERAÇÕES

24/06 – SÁBADO | PALCO PIER

17h30 – Mano Beethoven (Blues, Ilhabela)
18h30 – Folk It All & Leo Mancini (Folk, SP)
20h00 – Alma Thomas (USA) & Victor Biglione (ARG) – homenagem à Etta James
21h30 – Luciano Leães & The Big Chiefs e Fernando Noronha & Black Soul (Blues /Folk Rock, POA)

DJ Crizz nos intervalos

BUSKERS  – PRAIA DO SINO

11h – DJ Crizz
12h30 – Jefferson Gonçalves & Kleber Dias
14h – Corcel & Jonavo
16h – Vasco Faé

OBS: BUSKERS – SUJEITO À ALTERAÇÕES

25/06 – DOMINGO | PALCO PIER

17h30 – Tom Cats (Folk, Ilhabela)
18h30 – Cris Crochemore & Blues Grooves (Folk Rock/ Blues, USA/RS)
20h00 – Maria Gadú in Blues (SP)
21h30 – Ira! Folk (SP)

DJ Crizz nos intervalos

BUSKERS  – PRAIA DO CURRAL

12h – DJ Crizz
14h – Jefferson Golçaves & Kleber Dias
15h30 – Vasco Faé

Estúdio Showlivre recebe a banda Tomada nesta quinta


A banda Tomada está na ativa desde 2000 e é formada por Ricardo Alpendre (voz), Pepe Bueno (baixo), Fábio Galio (bateria), Vagner Nascimento (guitarra) e Mateus Schanoski (teclados).

Nestes anos de estrada, já lançaram os discos Tudo em Nome do Rock & Roll, Volts e O Inevitável, o DVD XII – Sons, Estradas e Estórias na Terra do Rock Tupiniquim e o EP Tomada. Confira este último, lançado em 2016, no Spotify:

Veja o clipe de “Ela Não Tem Medo”:

Para assistir ao programa online, é só acessar http://showlivre.com/aovivo. Depois, os vídeos são editados e você pode assistir no http://www.showlivre.com. Para enviar perguntas ou recados, é só ir no http://facebook.com/showlivre e nós passamos.

Serviço:
Tomada no Estúdio Showlivre
Data: quinta-feira, 22/06/2017
Hora: 17h
Onde ver: http://showlivre.com/aovivo
Perguntas e recados: http://facebook.com/showlivre

Estúdio Showlivre recebe Jah I Ras no programa de hoje


O grupo Jah I Ras teve início em 2003. Liderada por Ras Kadhu, a banda tem influência do reggae e de ideias rastafári. Com grande público presente na internet, o grupo é famoso no cenário underground do reggae paulistano.

Em julho de 2017, Jah I Ras lançará o álbum Jahgube. Antes disso, os paulistas apresentarão o repertório inédito no programa Estúdio Showlivre, com participações de Rodrigo Piccolo (Mato Seco), Adonai (Cidade Verde Sounds) e Junior Dread.

Ouça Jah I Ras no Spotify:

Veja o clipe de “Cultura Ancestral”:

Para assistir ao programa online, é só acessar http://showlivre.com/aovivo. Depois, os vídeos são editados e você pode assistir no http://www.showlivre.com. Para enviar perguntas ou recados, é só ir no http://facebook.com/showlivre e nós passamos.

Serviço:
Jah I Ras no Estúdio Showlivre
Data: quinta-feira, 22/06/2017
Hora: 14h
Onde ver: http://showlivre.com/aovivo
Perguntas e recados: http://facebook.com/showlivre