Errar é humano: cinco gafes da música ao vivo

Sim, sim, errar é humano e todo mundo erra, mas isso não impede de ser doloroso nem constrangedor. Quem já subiu no palco pra tocar ao vivo sabe que não é fácil. No começo todo mundo falha (é só assim que se aprende) e mesmo com anos de experiência, depois de décadas de prática e sucesso inegável nos palcos, algo ainda pode dar errado. O showlivre.com reuniu exemplos de shows ao vivo onde as coisas podiam ter corrido de maneira melhor, mas muito melhor mesmo…

Ashlee Simpson

Em 2004, a estrela de reality show Ashley Simpson ameaçava uma carreira como cantora. Ela já tinha uma música de sucesso quando foi convidada a aparecer no programa Saturday Night Live. A apresentação é infame, o playback da menina toca mas ela não canta junto – isso é – ela não finge cantar junto. Ela faz uma dancinha constrangedora enquanto a sua música continua a tocar até que, finalmente, se retira do palco. Basta dizer que a carreira da menina não foi a lugar nenhum depois dessa noite.

Frank Zappa

Em 1971, o músico vanguardista Frank Zappa se apresentava no Rainbow Theatre, em Londres, quando um homem da plateia subiu no palco e puxou o guitarrista para dentro do poço de orquestra. Para a sua banda, o músico parecia estar morto lá no fundo do poço de concreto. Seu pescoço estava fora do lugar, seu queixo, ensanguentado, e seu braço, dormente. O músico passou um tempo na cadeira de rodas por causa do incidente, mas eventualmente se recuperou. Há quem diga que o incidente serviu para agravar o desdém que ele tinha pela cultura da sua época. Zappa, já um ferrenho crítico da geração hippie da qual pertencia, passou a ter uma língua mais afiada ainda depois daquele dia.

The Who

Em 1967, a banda The Who foi convidada para participar do programa de televisão americano Smothers Brothers Comedy Hour. Eles apresentavam o hit “My Generation” e, como de costume, estavam preparados para terminar o show quebrando seus instrumentos. Além de quebrar guitarras, microfones e baterias com os próprios braços, na televisão eles queriam ir além. O guitarrista Pete Townshend conta que o baterista Keith Moon convenceu o engenheiro do programa a colocar pequenas bombas dentro de seu bumbo. No ensaio a pouca quantidade de pólvora não produziu o efeito bombástico que o baterista imaginava. Saiu um pouco de fumaça e o barulho foi pífio. Insatisfeito, Moon aumentou a dose em três vezes para o show ao vivo. O resultado você vê no vídeo abaixo. Townshend, que estava ao lado da explosão, diz que uma de suas orelhas foi permanentemente danificada pelo feito. É o preço que se paga por uma apresentação literalmente bombástica.

Janet Jackson e Justin Timberlake

O Superbowl é o evento esportivo cujo espaço de propaganda é o mais caro do mundo. O número de pessoas assistindo é um absurdo, o que significa que a repercussão mundial que um deslize pode desencadear também seja. No Superbowl de 2003, a cantora Janet Jackson e o cantor Justin Timberlake se apresentaram juntos no intervalo do jogo. Durante a apresentação, assistida mundo inteiro por pessoas de todas as idades, Justin, em um passo de dança, sem querer expôs o seio da cantora. Como era de se esperar, o acontecimento repercutiu pelo mundo inteiro e brotou as mais variadas reações, desde indignações religiosas a teorias de conspiração.

Caetano Veloso

Em 2004, Caetano Veloso convidou David Byrne para fazer uma apresentação juntos no programa VMB, da MTV. Na primeira tentativa, houve uma microfonia estridente que impedia os artistas de cantarem. Os músicos, experientes, esperaram o problema técnico se resolver e então começarem mais uma vez. Na segunda tentativa, porém, o microfone de Caetano falhava e o músico baiano parou de novo. Dessa vez Caetano, irado com a situação, deu uma bronca na produção ao vivo. O momento foi tão marcante que a própria MTV passou a usar as imagens do cantor em seus comerciais.

Quem é do ramo sabe, não é fácil soar bem ao vivo. Mas, para não dizerem que só falamos do ruim, ouça a seguir uma playlist de passagens extraordinárias pelo Showlivre, onde, diga-se de passagem, tudo correu muito bem, obrigado!

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