Akeem Music lança clipe com imagens de turnê pelos EUA


Para qualquer músico, de qualquer gênero, é um sonho poder expandir o seu mercado para outros países. No caso de bandas de indie rock, o alvo com certeza são os Estados Unidos. Afinal, lá há amplo espaço para tocar e divulgar o seu trabalho. Além da possibilidade de ser bem pago, é claro.

A banda Akeem Music, liderada pelo músico porto alegrense Akeem Delanhesi, acaba de voltar de uma turnê pela Califórnia. Por razões óbvias, a banda levou câmeras para filmar a experiência, essa que, Akeem conta, foi uma das mais memoráveis de sua vida. O clipe foi uma ideia que surgiu depois. A banda olhou tudo que tinha filmado e teve a ideia de editar em um clipe para a música “Cyber Love Pt.2”. O resultado é um filme que captura e transmite a felicidade que é ser um jovem músico, que faz o que ama e, de quebra, viaja pelo mundo.

Uma noite com Cher e outras presepadas do Red Hot Chili Peppers

O Red Hot Chili Peppers é um desses grupos que reemergem das cinzas feito uma fênix. Parem pra pensar, eles são uma banda dos anos 80. São anteriores, por exemplo, ao Nirvana e o subsequente Foo Fighters. Quando a banda de Kurt Cobain lançou o disco Nevermind (1991), o Red Hot Chili Peppers já estava no quinto álbum. Mesmo assim, foi só a partir de Blood Sugar Sex Magik (1991) que os californianos chegaram às paradas de sucesso. Ou seja, anos depois da morte de Cobain, os Chili Peppers estavam passando por sua fase de mais sucesso, com o disco Californication (1999) e depois By The Way (2002). Quem via não tinha ideia que aquele cara malhadão, cantando sem camisa e cheio de emoção, era no mínimo uns oito anos mais velho que a maioria dos seus contemporâneos do mundo pop. Isso sem falar no baixista, da mesma idade, que ficava peladão e pulava pra todo lado do palco feito um louco.

É uma banda que aguentou muita coisa: vício em drogas, morte, saídas de diversos membros, o furor da crítica e até mesmo a popularidade. Apesar de tudo, eles permanecem na atividade, com o bom humor e a disposição intacta. Para comemorar os 15 anos do disco By The Way, o showlivre.com reuniu algumas curiosidades sobre a banda que você talvez não conheça.

  1. O pai de Anthony Kiedes vendia drogas para lendas do rock

Na autobiográfia de Anthony Kiedes, vocalista da banda, ele conta como seu pai John Michael Kiedes era amigo de diversas celebridades do rock. O pai dele era um ator mal sucedido que vendia drogas para pagar as contas. Alguns de seus clientes eram artistas famosos de hollywood, onde ele também morava. Anthony, que morava com a mãe, ia visitar seu pai esporadicamente e lá teve contato com algumas celebridades, antes dele mesmo virar uma. Em sua autobiografia ele conta como sua primeira aula de bateria foi com ninguém menos que Keith Moon, lendário baterista da banda The Who, que costumava passar pela casa dos Kiedes. Você deve imaginar por quê.

  1. Anthony Kiedes, aos doze anos, dormiu com a Cher

Anthony conta em sua autobiografia que a amiga de seu pai, a cantora Cher, às vezes fazia a gentileza de trabalhar como sua babá. Aos doze anos de idade, em um dos dias em que Cher estava fazendo bico de babá, Anthony e ela dormiram na mesma cama. Quando ela levantou para ir ao banheiro se trocar, o pequeno Kiedes, que estava conhecendo o seu corpo, foi até a porta e espiou a diva se trocando. Ele lembra de pensar para si mesmo: “Não seria nada mal deitar do lado de uma mulher dessas todo dia”. Há quem especule que rolou mais coisa que isso. A própria Cher, porém, diz que não se lembra de nada. Fantasia ou realidade? Talvez nunca saberemos.

  1. Flea e seu primeiro trabalho como músico contratado

Em seu podcast para a Vice, o saxofonista e ator John Lurie conta uma história curiosa sobre Flea, baixista do Chili Peppers. Foi ele quem deu ao músico seu primeiro trabalho no “show business”, convidando-o para tocar baixo em uma trilha sonora. Segundo Lurie, a história é a seguinte:

“Eu conheci Flea em 1982. Eu estava em Hollywood, fazendo minha primeira grande trilha sonora. Eles me contrataram, o cara estranho de Nova Iorque, mas também contrataram um outro cara para me supervisionar caso eu vacilasse. Então, esse outro cara estava basicamente fazendo as orquestrações e contratando os músicos. Eu queria uma pegada bem funk no baixo. Então, eu liguei para um amigo meu que tinha uma loja de discos para pedir uma referência para um baixista bem “funky”. E ele disse: “você deve contratar o Flea!”. Ele estava tão empolgado com a indicação que eu até fiquei suspeito. No final das contas, eu chamei esse moleque, o Flea. Nos conhecemos rapidamente e ele disse que toparia tocar. Quando se faz uma trilha de filme, a maneira que se organiza é que a uma da tarde chega as cordas, uma e quinze chega o trombone e assim por diante. Você tem que organizar o itinerário direitinho. Se não, as pessoas vão ter que esperar e você está pagando para elas esperarem. Tem que chegar no horário. Enfim, eu acho que era Flea, Hilel Slovak e Cliff Martinez. Eles chegaram três horas atrasados. E eles sabiam que seriam demitidos, eles entraram meio que olhando para o chão, com vergonha. Eu gritei um pouco com eles e eles foram embora. Foi assim que conheci Flea, meu grande amigo até hoje.”

  1. A briga entre Anthony Kiedes e Mike Patton, do Faith no More

Em 1991, os Red Hot Chili Peppers estavam em todo lugar por conta do disco Blood, Sugar, Sex, Magic, que foi um grande sucesso. Em uma entrevista dessa época, Anthony Kiedes expressou abertamente seu desdém pelo vocalista Mike Patton. Segundo Kiedes, quando ele viu o clipe de “Epic”, da banda Faith No More, ele sentiu que estava olhando em um espelho. Ele achava que Patton o imitava descaradamente. Não houve resposta às acusações. Os anos se passaram, Patton saiu do Faith No More e retornou à sua banda original, o Mr. Bungle.  Isso foi em 1999, quando o Red Hot estava lançando seu outro estrondoso sucesso, Californication. Os integrantes do Mr. Bungle começaram a notar que estavam sendo retirados de diversos festivais de grande porte sem nenhuma explicação. Depois de muito indagar, descobriram que era Kiedes que pedia aos festivais a retirada do grupo, se não ele mesmo tirava os Chili Peppers. Com essa descoberta em mente, o Mr. Bungle organizou um show onde tocaram covers ridículos de músicas do Chili Peppers. No show, um dos membros subiu ao palco e fingiu injetar heroína. Uma óbvia referência a Hilel Slovak, guitarrista do Chili Peppers que morreu de overdose da droga.

  1. A banda já teve mais de onze membros diferentes

Para muitos, o Red Hot Chili Peppers é Anthony Kiedes, Flea, John Frusciante e Chad Smith. A banda, porém, já teve mais de onze membros oficiais. Entre eles, músicos que depois foram para bandas do porte de Jane’s Addiction, Pearl Jam e Parliament Funkadelic. O instrumento em que mais se trocou o membro da banda foi a guitarra. O Red Hot Chili Peppers já teve sete guitarristas oficias. John Frusciante, porém, é o que propeliu a banda ao grande sucesso que eles tiveram, quando entrou para gravar Mother’s Milk.

 

CJ Ramone marca turnê que passa pelo Brasil

 Da esquerda para a direita: Marky Ramone, Joey Ramone, CJ Ramone e Johnny Ramone

No mais novo filme da Marvel, Homem Aranha: De Volta Ao Lar, a direção escolheu “Blitzkrieg Bop”, da banda Ramones, para acompanhar o herói dos quadrinhos. A escolha tem a ver porque a banda, assim como o personagem de Peter Parker, são ambos do bairro Queens de Nova Iorque. Mais que isso, os dois são também símbolos de uma juventude libertada. As guitarras rápidas e letras lúdicas dos Ramones casam perfeitamente com os movimentos radicais que o herói faz em suas presepadas pela cidade.

A vida não foi generosa com os Ramones. Todos os integrantes da banda original já se foram, e foram cedo. O primeiro a ir foi Joey Ramone, em 2001, antes mesmo de completar os cinquenta anos de idade. Logo depois Dee Dee, em 2002, que também, mal completou meio século. Johnny se foi em 2004, com direito a um funeral lendário, cheio de celebridades, onde uma estátua do guitarrista foi erguida. O último a morrer foi Tommy, em 2014. Sobraram apenas três membros da banda, nenhum deles da formação original. Eles são Marky, CJ e Richie Ramone.

CJ foi o último Ramone a se tornar um Ramone. Isso é, ele foi o último integrante a ser contratado pelo grupo. Mas isso não faz dele menos um Ramone. Gravou três álbuns com a banda: Mondo Bizarro, Acid Eaters e Adios Amigos. Além do Loco Live, o último disco ao vivo da banda. Para você ter uma ideia, Tommy Ramone, baterista original do grupo, também gravou apenas três discos como baterista.

Quando Dee Dee Ramone saiu da banda, em 1989, todo mundo achava que a banda ia acabar. Era Dee Dee quem escrevia a maioria das músicas. Seu estilo despojado, juntamente ao seu amor pelas drogas, fazia de Dee Dee o punk mais punk da primeira banda de punk. Parecia que a banda não poderia sobreviver à perda de seu “punk original”. Mas sobreviveu. Johnny Ramone, o guitarrista e autointitulado líder da banda, famosamente disse na época:

“Todo mundo dizendo que sem Dee Dee nós teríamos que acabar… Não, por que isso? É só achar um Dee Dee mais jovem, que toca até melhor que o Dee Dee.”

A banda então contratou o jovem Christopher Joseph Ward, quatorze anos mais novo que baixista anterior. Christopher virou CJ Ramone e entrou para a família punk mais famosa do mundo.

CJ já fez várias turnês que passaram pelo Brasil, todas de muito sucesso. O músico tem planos de passar por aqui no mês de novembro. As datas ainda não são certas, mas fique ligado que aqui no showlivre.com nós te informaremos. Para os amantes do punk, é imperdível.

Ouça a passagem de CJ Ramone pelos nossos estúdios em 2015:

Serviço

Promotores interessados em contratar o espetáculo devem entrar contato através dos e-mails contato@cacapratesmanagement.com.br,runawayrec@hotmail.comcacaprates@live.com ou pelos telefones ID 55*11*43758, +55 (11) 98149.9987 (Whatsapp) e +55 (11) 99557.8358 (Whatsapp).

Capitain Beefheart, o gênio louco do rock vanguardista

Captain Beefheart é um enigma. Sua música já serviu como fonte de inspiração para todos os artistas que tem em seu som uma certa bizarrice. Isso é, uma bizarrice específica, uma especie de Delta blues vanguardista misturado com free jazz. Pergunte a gente como Tom Waits, Nick Cave, The Fall, Red Hot Chili Peppers, White Stripes e tantos outros… Eles te dirão como Don Van Vliet, um rapaz americano da Califórnia, fez as suas cabeças. Entre os estranhos do rock, ele é o mais estranho. Entre os bizarros, o mais bizarro. Sua obra prima, Trout Mask Réplica, de 1969, é um disco que pode ser chamado de lendário, magnífico e, ao mesmo tempo, impenetrável.

Não é mera coincidência que Van Vliet começou a carreira na música juntamente a outro jovem desconhecido chamado Frank Zappa. Os dois eram grandes amigos que descobriram o blues juntos nas casas de seus pais. Ouviam constantemente, com pausas apenas para darem umas voltas no carro conversível do pai de Vliet, para ver as meninas. Não conseguiram ver muitas, mas tudo bem também, esse tipo de frustração adolescente sempre foi bom pra música. Enquanto as meninas gentilmente os ignoravam, os dois amigos aprimoravam juntos suas capacidades musicais: Zappa na guitarra e Van Vliet com sua voz.

E que voz ele tinha. Reza a lenda que Jimi Hendrix, antes de morrer, apontou para Beefheart em uma festa e disse:

“Sua voz e minha guitarra.”

Um dos muitos projetos brilhantes nesse mundo que foram apenas cogitados, nunca realizados. Uma pena. A voz de Beefheart era algo fora desse mundo. Todo mundo gosta de comparar a voz do menino branco ao lendário artista de blues Howling Wolf. Esse que tinha 1,98 metros de altura e uma voz do mesmo tamanho. Quem via o jovem Beefheart cantar, e chegar nas mesmas notas, achava que o menino estava possuído.

Famosamente, o seu disco mais conhecido, o Trout Mask Replica, foi ensaiado pela banda de Beefheart, a Magic Band, durante uma temporada de seis meses. Em uma cabana no meio do nada, no interior campestre dos Estados Unidos, o líder da banda obrigou os seus músicos a trabalhar constantemente, e em um ambiente lúgubre, onde mal se comia. Frank Zappa produziu o disco. No dia em que a banda chegou para gravar, Frank ficou abismado de quão ensaiado estava tudo. As músicas, extremamente complexas em forma e estrutura, eram gravadas pela banda em dois, três “takes”. Como produtor, Frank viu que aquilo era algo de especial e, como um bom produtor, deixou a banda fazer o que bem entendiam. O resultado está aí, para todos ouvirem. E muitos ouviram, desde Iggy Pop ao criador dos Simpsons, Matt Groening. Ouça abaixo “Sugar ‘n’ Spikes” e deleite-se na loucura que é Beefheart.

Veja o “making of” do disco dos Amanticadas

“Não fazer a coisa fácil, né?”

Os Amanticidas já nasceram e vão crescendo. O grupo paulistano lançou o seu primeiro disco em 2016 e tem se provado uma das revelações da cena independente. O documentário que acabam de lançar, um “making of” de seu primeiro disco, é um testamento disso. No vídeo eles recebem elogios desenfreados de ninguém menos que o pessoal da Isca de Polícia, banda mais conhecida por acompanhar o músico vanguardista Itamar Assumpção. Veja o “making of” da banda abaixo.

Falando em Isca de Polícia, a lendária banda fez um show há pouco tempo no Centro Cultural Rio Verde e o showlivre.com estava lá para registrar tudo. Confira abaixo também.

Confira uma versão brasileira do tema de Game of Thrones

O SAMBach é um projeto cujo o nome já diz tudo que você precisa saber. Eles unem dentro da mesma banda o eruditismo de um Bach com a batida do samba. Ou seja, é uma união da música popular com a música clássica. Coisa que eles conseguem fazer com apenas quatro músicos no palco. Quando o SAMBach passou por nossos estúdios, ele tocaram aqui uma versão para o tema principal de Game of Thrones, com direito a pandeiro. No caso, o SAMBach utiliza o violoncelo para fazer a melodia. Curiosamente, na série, o violoncelo costuma ser utilizado para representar a casa Stark. Ouça a apresentação no showlivre.com

Confira os vencedores da 28ª edição do Prêmio da Música Brasileira

Às vezes premiações podem parecer injustas. Você veja, o sonho de todo diretor de cinema é que seu filme ganhe um Oscar, é óbvio. Especialmente se esse diretor estiver começando. Isso porque, caso você ganhe um Oscar, fica bem mais fácil de conseguir que qualquer projeto subsequente seja aprovado. Ao mesmo tempo, o prêmio é dado com frequência a diretores mais experientes, que já conseguem aprovar o roteiro que for. Afinal, uma premiação não é um ato de caridade, é uma competição, supostamente meritocrática.

Grosso modo, há dois tipos de premiações mais comuns. A premiação que é decidida na base do voto popular e a premiação que é decidida por um comitê especializado. O Oscar, seguindo com o exemplo, é decidido por um grupo especializado. No caso, a “Academia”, que é formada por diversos membros do ramo. O que pode ser visto como injustiça também. Afinal, por que não dar o prêmio de melhor filme ao Homem Aranha, se foi o que mais vendeu no ano? Por que o critério não é esse? Por que aceitamos que um filme melhor seja um filme menos visto? Afinal, o preço da entrada era o mesmo. Por que não davam Grammy’s para a Britney Spears?

Não tem jeito, em todo lugar do mundo, no ramo que for, há tratamento preferencial. No Prêmio da Música Brasileira esse ano teve o que eu chamaria de “mais do mesmo”. Isso é, entre os ganhadores houveram nomes canônicos do nível de Maria Bethânia, Zeca Pagodinho, Tom Zé e por assim vai… Não é por ser “mais do mesmo” que isso signifique que a premiação errou. Claro que não. Quem vai dizer, por exemplo, que Maria Bethânia não merece um prêmio de melhor cantora de MPB. As contemporâneas que me desculpem, mas competição é dura. Pense Roger Federer, ainda ganhando Wimbledon aos 35 anos. Só que Bethânia tem 71. Isso porque a música é muito mais generosa com o tempo do que o esporte. Mas a comparação ainda vale. São veteranos ímpares cuja relevância permanece apesar do peso da idade. Em outras palavras, não é que esse “mais do mesmo” seja errado, muito pelo contrário, é indicativo de uma coerência da parte da crítica. O que é mais legal é quando há uma quebra com os “nomes de sempre”, e algo de novo leva o prêmio.

Aqui, no showlivre.com, muitas vezes temos o privilégio de capturar artistas cuja carreira depois estoura a nível nacional. Nesse ano, no Prêmio Da Música Brasileira, alguns dos ganhadores são artistas que passaram por nossos estúdios. São artistas que, a crítica que o diga, vale a pena ouvir. Confira abaixo a lista completa dos vencedores do prêmio e os programas do Estúdio Showlivre de quem levou o troféu pra casa.

MPB

Álbum: “The bridge” (Lenine e Martin Fondse Orchestra)
Cantor: Lenine (“The bridge”)
Cantora: Maria Bethânia (“Abraçar e agradecer”)
Grupo: MPB4 (“O sonho, a vida, a roda viva!”)
MELHOR CANÇÃO: “Descaração familiar” (Tom Zé)
REVELAÇÃO: BaianaSystem (“Duas cidades”)

CANÇÃO POPULAR

Álbum:”Elza canta e chora Lupi” (Elza Soares)
Dupla: Zezé di Camargo e Luciano (“Dois tempos”)
Grupo: Saulo Duarte e a Unidade (“Cine ruptura”)
Cantora: Ivete Sangalo (“Acústico em Trancoso”)
Cantor: Odair José (“Gatos e ratos”)


 

POP/ ROCK/ REGGAE/ HIP-HOP/ FUNK

Álbum: “Canções eróticas de ninar” (Tom Zé)
Grupo: BaianaSystem (“Duas cidades”)
Cantora: Maria Gadú (“Guelã ao vivo”)
Cantor: Rael (“Coisas do meu imaginário”)

SAMBA

Álbum: “Samba original” (Pedro Miranda)
Cantora: Roberta Sá (“Delírio no Circo”)
Cantor: Zeca Pagodinho (“O quintal do Pagodinho: Ao vivo – Vol. 3”)
Grupo: Casuarina (“7”)

REGIONAL

Álbum: “Cabaça d’água” (Alberto Salgado)
Grupo: Grupo Rodeio (“Trilhando o Rio Grande”)
Dupla: Zé Mulato e Cassiano (“Bem-humorados”)
Cantor: Alceu Valença (“Vivo! Revivo!”)
Cantora: Ana Paula da Silva (“Raiz forte”)

INSTRUMENTAL

Álbum: “A saga da travessia” (Letiers Leite e Orkestra Rumpilezz”)
Solista: Toninho Ferragutti
Grupo: Letiers Leite e Orkestra Rumpilezz (“A saga da travessia”)
Arranjador: Letieres Leite (por “A saga da travessia, de Letieres Leite e Orkestra Rumpilezz”)
Projeto visual: Giovanni Bianco (por “Amor geral”, de Fernanda Abreu)

CATEGORIAS ESPECIAIS

Álbum eletrônico: “Craca, Dani Nega e o dispositivo tralha” (Craca e Dani Nega)
Álbum infantil: “Os saltimbancos sinfônico” (Orquestra Petrobras Sinfônica)
Álbum em língua estrangeira: “Yentl em concerto” (Alessandra Maestrini)
Álbum erudito: “Ernesto Nazareth integral” (Maria Teresa Madeira)
Álbum projeto especial: “Delírio de um romance a céu aberto” (Zé Manoel)
Melhor DVD: “Rainha dos raios ao vivo” (Alice Caymmi)

Banda folk rock Vanguart toca em São Paulo

A primeira vez que eu ouvi falar no Vanguart foi em um programa da MTV em que uma série de bandas independentes eram acompanhadas em uma turnê pelo Brasil. O que me impressionou logo de cara na banda era uma óbvia referência a Bob Dylan, coisa que não é fácil de se fazer sem parecer uma imitação. Com Vanguart não parecia. Eles me soavam novo, ainda que com a influência bastante aparente.

Por um tempo acompanhei a banda online e cheguei a ir a alguns shows. As referências deles continuavam a me impressionar. Lembro por exemplo de ouvir-los cantar “Femme Fatal” do Velvet Underground em um show. Gostei da versão cantada por uma voz masculina, diferentemente da original que era cantada pela inesquecível Nico. Depois de algum tempo sem ouvir muito deles, mais por culpa minha do que da banda, eu entrei sem saber em um show no Estúdio SP, na rua Augusta. Era uma homenagem aos Beatles, onde a banda tocou pintadas do repertório inteiro da banda, desde “I Wanna Hold Your Hand” a “I Am The Walrus”. Lembro de mais uma vez ficar impressionado com a capacidade deles de emular um som de tão boa qualidade. Eu nem pensava mais em Bob Dylan, meus olhos viam a banda agora simplesmente como bons músicos e intérpretes excelentes.

Mesmo que tudo que escrevi até então seja um elogio, é injusto pensar neles como interpretes apenas. A banda tem compositores ímpares no cenário atual da música brasileira. Depois do shows dos Beatles, eu fui ver-los de novo em outro programa de televisão, não lembro qual. Dessa vez, havia também uma violinista de primeiro grau (Fernanda Kostchak), acompanhando os rapazes maravilhosamente. Logo me veio a imagem de Bob Dylan de novo, mais especificamente em Desire, disco no qual o violino é a chave de todos os arranjos. Embora tenha a ver, ao prestar atenção às letras eu também percebi que, longe de ser um Bob Dylan, o vocalista Hélio Flanders tinha voz própria. Uma voz cujo romantismo era, mais que qualquer coisa, único e brasileiro.

Dia 22 de julho, a banda toca em São Paulo, na casa de shows Estúdio, em São Paulo. Recomendo que vocês confiram para tirar suas próprias conclusões.

Serviço

Show: Vanguart –  “Beijo Estranho”
Dias: 22 de julho (sábado)
Horário: 17h (abertura da casa)
Local: Estúdio (Av. Pedroso de Moraes, 1036 – Pinheiros – São Paulo/SP)

Ingressos:

Pista – R$ 80 (inteira) / R$ 40 (meia–entrada) / R$ 40 (promocional doando 1Kg de alimento não perecível)
Pista Premium – R$ 160 (inteira) / R$ 80 (meia-entrada) / R$ 80 (promocional doando 1kg de alimento não perecível)
Venda online: www.clubedoingresso.com.br/vanguart
Censura Livre

Matanza Fest: festival de rock multigeracional em São Paulo

Nenhum homem é uma ilha. Querendo ou não, somos todos influenciados pelos que vieram antes de nós. Toda tradição tem os alunos e os mestres, até mesmo o rock. Não é uma obrigação de um artista veterano, nem de um contemporâneo, dar o devido crédito aos que fizeram sua cabeça. Os que fazem isso são os que se importam. São os que querem se inserir e ajudar a construir algo que é maior que eles mesmos. Por exemplo, é de se admirar que um artista veterano, que já conquistou seu público, venha a incentivar um artista que está começando. Demonstra que o que move aquele cara é a arte em si e não o seu bolso. Embora o bolso seja um bom incentivador também…

O Matanza é uma banda enorme. Literalmente e figurativamente. Eles estão firmes e fortes, fazendo 20 anos de banda e comemorando com um festival. O festival terá, além do Matanza, os veteranos do Inocentes, os punks do Muzzarelas e os metaleiros do Hatefulmurder. Para você ter uma ideia, o Inocentes tem 36 anos de banda; o Matanza, como disse, tem 20; os Muzzarelas, 26 anos; e os meninos do Hatefulmurder tem apenas nove. Essa mistura multigeracional promete um festival que será, acima de tudo, puro rock. Com essa inciativa, o Matanza dá um belo exemplo de como se fomenta uma cena, com bom gosto e atitude. O festival acontece em São Paulo, no Tropical Butantã, esse sábado das 21hrs a 04hrs.

SERVIÇO:
Dia: Sábado, 22/07/2017
Horário: 21h às 04h
Local: Tropical Butantã
Tel: (11) 3031-0393
Endereço: Avenida Valdemar Ferreira, 93, próximo ao metrô Butantã – São Paulo, SP
Classificação etária: 18 anos

Pontos de venda de ingressos:
Bilheteria do Tropical Butantã – Avenida Valdemar Ferreira, 93
Tel: (11) 3031-0393
Ou através do link:   https://goo.gl/XweKKq

Preços:
2° lote – Inteira: R$ 100,00
2° lote – meia-entrada: R$ 50,00
2° lote – promocional (levando 1 kg de alimento não perecível, exceto sal e açúcar): R$ 50,00
1° lote – Upgrade Open Bar (não dá acesso ao evento e deve ser comprado separadamente do ingresso. O Upgrade inclui acesso aos camarotes e open bar de cerveja Matanza, refrigerante e água: R$ 100,00

Morre o cantor do Linkin Park, Chester Bennington

Segundo o site americano TMZ, o cantor Chester Bennington foi encontrado morto em sua casa na Califórnia. Segundo a polícia, Chester teria cometido suicídio. O cantor, responsável pelo vocal melódico da banda Linkin Park, tinha apenas 41 anos de idade.

A notícia vem apenas dois meses depois da morte de Chris Cornell, vocalista do Soundgarden, que era amigo pessoal de Chester.

O showlivre.com presta homenagem ao cantor com uma versão da música “In The End”, que o Cabana Jack fez quando passou por aqui.