Hallelujah Buckley

Um típico exemplo de arte em vida musical, faz 27 anos que Jeff Buckley mergulhou pra história

Herdeiro de um pai talentoso com fim trágico em 1975, Jeff Buckley era compositor, cantor e guitarrista que gravou em 1994 um único álbum, Grace, que levantou o nome e a carreira do rapaz, com sua vibrante e veemente mistura de rock, folk e a voz que soava dolorosa, lírica e urgente.

Dos bares em Manhattan ao topo das paradas, o caminho de Jeff Buckley trilhava o sucesso.Um disco intenso para uma vida breve, o álbum continha a faixa título, “Last goodbye” (que aparece em destaque no filme Vanilla Sky com Tom Cruise) e uma cover de um sucesso de Leonard Cohen que arrebataria os charts nos EUA e na Inglaterra mesmo depois de sua morte, uma versão incrível para “Hallelujah”

Homenagens (?!) foram lançadas após a sua morte, fruto de um mergulho matinal no rio Mississipi e tormenta causada pela passagem de um barco. Sobras de estúdio, material ao vivo, ensaios, material póstumo no ar.

Ainda lembro a primeira vez que ouvi “Grace”. Era uma mistura de paixão, rock e emoção adulta, sem firulas nem perdas e danos, como pouco ouvi. Um disco tão uniformemente bom, um cantor que ia do sussuro ao urro sem perder a sua graça.

Sinto por que nunca vou ouvir Grace II.

Sesc traz a cena musical alemã para SP

Projeto Alemanha Groove será realizado nas unidades Pompeia e Taubaté

O Sesc realiza o projeto Alemanha Groove, que mostra um pouco do Nu Jazz e Eletro Swing europeus, na unidade Pompeia – nos dias 6, 7, 8 e 9 de junho -, e apresenta a mesma programação, um dia antes, na unidade Taubaté.

O Nu Jazz e o Electro Swing misturam jazz, soul, funk, música latina e música eletrônica em uma linguagem contemporânea. Os estilos têm se fortalecido há cerca de oito anos na Alemanha, que se tornou um grande centro dessas manifestações musicais. O Nu jazz é um termo surgido na década de 1990, para reverenciar o gênero jazz misturado a outros elementos e estilos musicais, como o funk, a soul music, a música eletrônica e outras improvisações livres. O Electro Swing mistura o swing com elementos eletrônicos.

A maioria dos músicos participantes do projeto Alemanha Groove é alemã e canta em inglês. Estarão presentes os nomes De-Phazz, Tape Five, Club Des Belugas, Brenda Boykin, Bebo Best e Bahama Soul Club.

Serviço
Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93 – Pompéia – São Paulo – SP
Datas: 06 a 09/06/13
Preços: R$12 a R$24

Sesc Taubaté – Av. Eng. Milton de Alvarenga Peixoto, 1264 – Taubaté – SP
Datas: 05 a 08/06/13
Preços: R$8 a R$16

Site Oficial: www.alemanhagroove.com/ / www.sescsp.org.br

Clube da MPB: 2013, o ano das homenagens – Parte III

Clube da MPB, nosso blog parceiro, levantou uma pesquisa de artistas homenageados até o momento

 

 

Wallace Surce, do Clube da MPB, comenta e lista discos, filmes e eventos que homenageiam artistas consagrados da nossa música.
Confira a primeira e a segunda parte do post.
“O ano está apenas chegando na metade, e já podemos dizer que  2013 vai ficar marcado pelas homenagens. Fizemos uma pesquisa do que já foi feito até agora e vamos citar algumas aqui.

Elis Regina

O espetáculo “Elis – O Musical” vai estrear em outubro com direção de Dennis Carvalho. O texto será de Nelson Motta, que foi namorado da cantora e o musical mostrará detalhes da vida e da carreira de Elis Regina, uma das maiores intérpretes brasileiras e mãe da também cantora Maria Rita.

(Fonte: Folha de S. Paulo/Guia Folha)

Milton Nascimento

Homenagem aos 50 anos de carreira e 70 de vida de Milton Nascimento, o musical “Nada Será como Antes…” em nada se parece com as superproduções costumeiras de Charles Müller e Cláudio Botelho, dupla responsável pelo renascimento do gênero no país.

É um espetáculo intimista protagonizado por Cláudio Lins, filho de Ivan Lins, Pedro Sol, Estrela Blanco entre outros 11 artistas que cantam e tocam instrumentos. A ação se passa dentro de uma casa mineira, reduto criativo de um grupo de jovens artistas.

O musical dispensa efeitos especiais, figurinos e coreografias estonteantes, além de uma dramaturgia convencional para centrar-se na obra de Milton Nascimento.

Sem qualquer diálogo, as letras das músicas se transformam na dramaturgia do musical, que foi dividido em quatro blocos, cada um simbolizando uma estação do ano.

(Fonte: Folha de São Paulo/GABRIELA MELLÃO)

 

Cazuza


Ídolo do rock brasileiro, o músico Cazuza, morto em 1990, será revivido na primeira noite do Rock in Rio 2013 através de um holograma no show intitulado “O poeta está vivo”. O tributo, com curadoria de Frejat, terá participações de Ney Matogrosso e Bebel Gilberto, que tinham relação pessoal com Cazuza, além de Maria Gadú, Rogério Flausino e Paulo Miklos, artistas da nova geração que “dialogam com ele”, segundo Frejat.

Cazuza foi uma das atrações da primeira edição do festival, em 1985, quando ainda se apresentava com Frejat e o grupo Barão Vermelho.

Segundo informações da Sete Arte Produções, haverá ainda uma turnê, que estava prevista para começar em abril, mas foi adiada para novembro, para se adequar à agenda de eventos em homenagem ao artista. Estão previstos um show em São Paulo, dois no Rio, um em Belo Horizonte e um em Brasília.

Ao vivo, uma banda formada por ex-parceiros, entre eles Israel, Leoni e Rogério Meanda, deve “acompanhar” o ídolo do rock brasileiro. O público poderá relembrar 23 canções durante 90 minutos de espetáculo.

(fonte: Folha de São Paulo)

 

Wallace Surce é editor do Clube da MPB, um perfil que tem por objetivo divulgar e informar sobre o que de melhor acontece na Música Popular Brasileira, dando espaço a nova geração e também aos nomes já consagrados da MPB.
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10 discos para entender os caminhos do folk rock

Uma relação de clássicos do folk rock listada por especialistas no assunto

Muitos falam, poucos ouviram e alguns entendem. O pessoal do All Folks Fest lista clássicos do folk rock numa matéria especial para o Showlivre!

“A pergunta vez ou outra vem à tona: por que cargas d’água o folk encontraria espaço (e expressão) em locais como uma grande metrópole? Qual o sentido de se cantar narrativas que surgiram para dar voz a um povo se muitas daquelas queixas aparentemente foram resolvidas? Porque o tempo se encarrega de agregar novos sentidos a sonoridades de que não queremos abrir mão. É por isso que pareceu tão natural e lógico a nós, do All Folks Fest, investirmos em um festival que desse abertura a quem ainda acredita no folk e desconsidera rótulos como “saudosismo” ou “modinha”.

Para exemplificar como o folk chegou aos anos atuais cheio de admiradores, convidamos o Pedro Gama e o Rafael Elfe, membros da banda The Outside Dog, para listar 10 discos que ilustram bem o caminho do folk rock.

Esperamos que gostem e temos um encontro marcado no dia 29 de junho, no Centro Cultural Rio Verde, na 5ª edição do All Folks Fest.


Mississippi John Hurt – 
Avalon Blues (1963)

O “finger picking” jamais seria o que é se não surgisse, oriundo dos campos de algodão, um sujeito chamado John Smith Hurt. Naturalmente poderíamos classificá-lo como um bluesman (sim, não deixa de ser), mas elevou o campo com sua mistura country-folk-blues. De raízes estadunidenses, ganhou a vida trabalhando nos campos das regiões do Mississippi, de quem recebeu, além das imagens de suas canções, o nome que carregou e transformou num estilo, inconfundível e ancestral. O folk de hoje em dia não seria o mesmo sem esse baixo alternado, trançado nessas melodias cantadas pelo violão que seguem a linha melódica da voz.


Bob Dylan
– Bringing It All Back Home (1965)

O primeiro álbum de folk rock da história! O cancioneiro solitário dá lugar a um ícone rebelde, e um tanto arrogante, dos anos 60. Substituindo seu violão por guitarra, distorção e uma banda de apoio, Dylan manteve as letras ácidas e politizadas que com justiça deram a ele o título do grande letrista norte-americano do século XX. Esse álbum rompeu as barreiras da música folk tradicional, irritando uns como Pete Seeger, que quis acertar a aparelhagem do palco (ou mesmo o próprio Dylan!) com um machado no famoso Newport Folk Festival de 1965; ou influenciando outros, como Tom Petty e Neil Young, em tudo que viriam a fazer no futuro. “Bringing It All Back Home” é o responsável pelas guitarras estarem presentes no universo folk.

 

Bert Jansch – Bert Jansch (1965)

Além de ter sido membro de uma banda pra lá de interessante, o Pentangle – que contava com outro folker respeitado, John Renbourn – , Herbert Jansch (1943/2011) nos deixou no ano retrasado, por conta de um câncer. O feito do senhor Herbert foi conseguir condensar os dedilhados vindos do blues com a música folk tradicional, e rompê-los, com canções que acabaram virando provas de fogo para os que se aventuram nas seis linhas de aço. É conhecido como um dos músicos mais influentes de todos os tempos. Nomes como Neil Young, Nick Drake, Johnny Marr e Jimmy Page, beberam de suas imagens. O disco foi gravado com um violão emprestado. Além disso, pra ir a Londres, onde gravaria o disco, utilizou-se de uma forma bem conhecida pelos amantes das estradas, a carona. E todas essas imagens estão costuradas nas suas melodias que conseguem viajar e traçar um caminho definitivo entre o folk,o blues e o jazz. Inovador e genial, é um artista indispensável pra quem quer conhecer o que seria o “violão folk”. Depois desse disco, tocar violão ficou bem mais complicado.


Led Zeppelin
– Led Zeppelin III (1970)

O terceiro álbum do quarteto britânico veio como um contraponto ao “Led Zeppelin II” que fora um disco essencialmente elétrico e pautado pelo blues rock tão característico da banda. Vilões, bandolins, uma atmosfera folk e pitadas de música celta levaram o guitarrista Jimmy Page a buscar afinações menos tradicionais para compor essa nova sonoridade. Mudança que certamente permitiu que artistas como Mumford & Sons arriscassem e também criassem muitas de suas mais famosas canções nesses moldes.

 

James Taylor – Sweet Baby James (1970)

O mundo folk dá voltas! James, em seu segundo disco, morava no sofá da casa do guitarrista ou num canto na casa do produtor do “Sweet Baby James”. O álbum foi gravado com orçamento baixo e seguiu o clichê de que tudo que é bom excede às expectativas, inclusive as monetárias. E logo, James Vernon Taylor foi agraciado pelo sucesso estrondoso da faixa ”Fire and Rain”. O disco fez tanto sucesso que é de James o termo “sweet beat folk”, referente a uma batida folk suave, e assim elevando o status da música folk. O álbum traduziu a personalidade introspectiva e branda do cantor. Suas letras, mergulhadas numa simplicidade bem dura, estão sempre falando de problemas profundos e subjetivos. Aliadas ao seu jeito delicado de interpretá-las, definiu um estilo, até hoje inconfundível.

 

Nick Drake – Pink Moon (1972)

O jovem Nick Drake ficaria feliz pelo trabalho que deixou pro mundo. Sem muito sucesso após seus discos anteriores, uma certa insatisfação baixou e fez com que Nick, cada vez mais recluso e triste, voltasse de Londres para, novamente, morar na casa dos pais. Ele realmente acreditava que faria sucesso com seus discos anteriores. Sim, qualquer um acreditaria, pois os discos dele ultrapassam o tempo em que foram registrados. Em vida, Nick se perguntava a razão de não ser compreendido. Hoje sabemos. Nicholas Roadney Drake é um daqueles anjos que passam brevemente por este mundo anunciando que nem tudo está definitivamente perdido. Pobre Nick, deveria saber que influenciou e continua influenciando quem almeja despejar a alma em canções de melodia simples e letras outonais; além da invejável forma de tocar e das inúmeras afinações abertas que fazem de suas canções mistérios maravilhosos pros que tentam executá-las. Mistério também foi a atmosfera em que o álbum foi gravado. Pink Moon, seu último registro em vida, foi gravado sem conhecimento da gravadora. Reza a lenda que Nick entrou nos estúdios, acompanhado apenas do técnico de som, gravou todas as canções e voltou apenas na enluarada e triste “Pink Moon” para registrar um piano mórbido no refrão. Nada além de gravações secas – voz e violão. Ou, como ele mesmo definiu, “sem enfeites”. O disco foi gravado e deixado num envelope em cima da mesa da secretária da gravadora, e semanas depois foi enviado para o produtor. Aquele envelope tinha o registro que entraria de corpo e espírito para a história da música.

 

Almir Sater – Estradeiro (1981)

Almir Eduardo Melke Sater, músico sul mato-grossense e um dos únicos artistas brasileiros a cantar em Nashiville, merecia nossa condecoração. Não só pela sua história junto ao resgate da cultura regional, mas por ser um belo expoente do folk produzido em terras nacionais. Conseguiu unir o que o folk tem de mais honesto: a cultura raiz de um povo, com o universo pop, melodias e letras. Tendo trafegado, com a velha chalana, pela música paraguaia, o blues, o country, a música sertaneja de raiz e a pantaneira, Almir trouxe todas essas cores na rapidez com que faz da mão esquerda dele um aliado fundamental para a viola caipira, elevando o instrumento, que voa muito além dos ranchos fundos brasileiros. Seu mestre, Tião Carreiro, deixou em boas mãos o futuro da viola de 10 cordas. Almir surgiu acompanhando a amiga e cantora Tetê Espíndola, juntos a outros grandes compositores da região que fizeram parte da Geração Prata da Casa, no Mato Grosso do Sul. Compondo com Paulo Simões, Renato Teixeira, deixou grandes hinos da música sertaneja nacional. Dando uma pitada rock and roll à viola, Almir se diz roqueiro em primeiro lugar, antes do chavão sertanejo. O álbum de estreia, “Estradeiro”, define o estilo de Almir e diz certeiramente a que veio. O músico continua excursionando pelo país, em praças, teatros, revelando o que o interior do mundo tem de melhor, o regionalismo universal!

 

Bruce Springsteen – Nebraska (1982)

Depois de lançar em 1980 “The River”, um álbum multipremiado, superproduzido, fundamentalmente elétrico com guitarras, teclados e metais e que o levou ao reconhecimento do grande público, nada mais natural esperar que o Boss daria sequência a esta linha no próximo trabalho. A grande surpresa foi que “Nebraska” apareceu como um álbum acústico, mostrando um Springsteen solitário com sua voz e violão. O mais surpreendente foi que todo o álbum era uma demo gravada numa fita cassete em sua casa, e a crueza e a emoção ali impostas impressionaram os produtores, que decidiram lançar aquelas gravações da maneira como estavam. Hoje, artistas como Tallest Man On Earth e The Felice Brothers fazem processos semelhantes, encantando o público com a simplicidade e a naturalidade de seus registros.


Neil Young
– Harvest Moon (1992)

Em “Harvest Moon”, Neil convida a todos para uma dança sob a luz intensa de um luar apaixonado. Quer coisa mais caipira? O luar do sertão poderia ter sido palco para Neil e sua clássica valsa folk, a homônima “Harvest Moon”, com direito a uma rítmica feita pelo som de uma vassoura passeando pelo chão. O disco vem como uma segunda leva do álbum de 1972, o “Harvest”. Mas essa segunda leva acabou tornando-se o mais bem sucedido álbum desde “Rust Never Sleeps”, de 1979. O country-folk invade o mundo! Neil Percival Young, o pai do grunge, como também é conhecido, fez parte de grupos como Crosby, Stills, Nash & Young e do Buffalo Springfield, além de andar solto pelos campos com o eletrizante Crazy Horse. Fã de Chuck Berry, Young também tinha influências do “homem de preto” – não, não estamos falando do Will Smith, estamos falando de Johnny Cash. Essa parece ter sido a grande combustão no peito desse canadense, que até hoje aquece nossos corações folkers.

 

The Tallest Man on Earth – Wild Hunt (2010)

O baixinho mais alto do mundo, apesar de pouco tempo de estrada, já surgiu deixando uma grande marca para o mundo da música folk. O disco “Wild Hunt”, o segundo registro solo, define o que seria a voz e o timbre do sueco Kristian Matsson. Revigorante, surge fortalecendo e trazendo novamente em voga o estilo “finger picking”, de grandes nomes como Mississippi J. Hurt, Jackson C. Frank e Dave Graham. Kristian grava e produz os próprios discos em casa, e quase sempre registra juntos, num mesmo take, voz e violão. Com melodias densas e um tom dylanesco, o bardo deixa clássicos como “King of Spain” e “You’re Going Back”. Sua força em executar as canções o levou a tocar em grandes festivais, desmoronando a idéia de que um sujeito, munido apenas de um violão, não pode subir em palcos maiores sem o amparo de uma banda. The Tallest Man on Earth, como Kristian gosta de se apresentar, veio para trazer de volta uma potência por muitos esquecida quando pensamos em canções intimistas. Com certeza, aprimorou ainda mais a arte nas seis linhas de aço… depois dele muita coisa deixou de estar segura. O sujeito trouxe de volta os dedilhados e as afinações abertas. Já merece um lugar ao sol.

 

All Folks Fest

O All Folks Fest nasceu em novembro de 2011 com um único pretexto: celebrar as boas bandas que tivessem o folk como ponto de partida para uma sonoridade que se desdobra em emoção. Quem foi nas edições anteriores, realizadas no Centro Cultural Rio Verde e no Sesc Araraquara, se admirou com o talento e o profissionalismo das bandas L’Avventura, Theo, Lestics, The Outside Dog, Phillip Nutt, Caio Corsalette & Dollar Furado, Johnny Fox, Phillip Long, Rafael Elfe, Gilmore Lucassen, Pedro Pastoriz, Monoclub, O Bardo & o Banjo, Leprechaun e Mustache e os Apaches.

Organizadores: Amanda Mont’Alvão, Pedro Gama e Rafael Elfe

Conheça o festival http://allfolksfest.tumblr.com
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The Breeders anuncia show no festival Popload Gig

Apresentação comemora 20 anos do lançamento do álbum Last Splash

O festival Popload Gig chega à sua 21a. edição e traz ao Brasil a banda americana The Breeders, no show comemorativo de vinte anos do lançamento de um dos grandes álbuns dos anos 90, Last Splash. A apresentação no Brasil acontece no Cine Joia, dia 24 de julho, quarta-feira, às 22h30.

O Breeders é formado pelas irmãs gêmeas Kim Deal (baixista do Pixies) e Kelley Deal, pela baixista Josephine Wiggs e pelo baterista Jim Pacpherson. Contemporâneos do saudoso Nirvana, gravaram em agosto de 1993 o segundo disco, “Last Splash”, de grande sucesso comercial e com o hit instantâneo “Cannonball”, que acabou virando a marca registrada do grupo. Com um riff de baixo inconfundível na introdução, a música aparece na lista de “Melhores músicas dos anos 90” do site Pitchfork e é descrita como um dos maiores “hinos do indie” pela revista NME.

Na turnê que comemora os vinte anos de Last Splash, que chegou a ter ingressos esgotados em dois minutos em Nova York, os Breeders apresentam o disco na íntegra.

Serviço
Popload Gig com The Breeders
Local: Cine Joia
Endereço: Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade – São Paulo – SP
Data: Quarta-feira, 24 de julho
Hora: 22h30
Ingressos: R$ 100,00 (meia-entrada) / R$ 200,00 (inteira)
Site: www.cinejoia.tv

Trilha sonora de Universidade Monstros é anunciada

Filme da Disney•Pixar estreia nos cinemas da América Latina a partir de 19 de junho

Randy Newman, Axwell & Sebastian Ingrosso, da Swedish House Mafia, e Mastodon integram a trilha sonora do filme Universidade Monstros. Dirigido por Dan Scanlon, o o filme chegará aos cinemas da América Latina a partir de 19 de junho, precedido pelo curta-metragem O Guarda-Chuva Azul, que traz música de Jon Brion e vocal de Sarah Jaffe.

Randy Newman é compositor e ganhador do Oscar, do Grammy e do Emmy. Indicado em 20 ocasiões ao Oscar, entre suas canções se destacam “If I Didn’t Have You”, de Monstros, S.A. e “We Belong Together”, de Toy Story 3. Uma das canções utilizadas em Universidade Monstros foi “Alma Mater”. Sobre a gravação desta, o diretor Scanlon disse: “O resultado final ficou fantasticamente desafinado. Na verdade, a primeira vez que gravamos ficou bom demais e tive que dizer: ‘pessoal, esses são estudantes universitários num evento esportivo; vamos fazer um pouco pior!’”.

Axwell & Sebastian Ingrosso, da Swedish House Mafia, trouxeram uma música festiva chamada “Roar” (grunhido). Segundo Axwell: “Queríamos fazer algo divertido, moderno e, ao mesmo tempo, meio descolado, com um toque monstruoso”.

Sobre a participação do Mastodon, de acordo com a assessoria de imprensa, quando perguntados sobre o que um monstro escutaria em seu tempo livre, os cineastas afirmaram: “Há um ótimo momento em Universidade Monstros em que pensamos que seria divertido se a melodia fosse uma canção heavy metal superintensa. Mastodon foi a escolha óbvia. Eles mostram um lado monstruoso inesperado de um de nossos personagens”. A música escolhida “Island”, já presente no repertório do grupo.

A trilha sonora do filme estará disponível para vendas em breve.

GPSdoXi: Bartok

Desta vez, Marcos Xi achou violões e uma doce voz gravadas em casa pela dupla mineira Bartok

Hoje nós iremos para Juiz de Fora, a Minas Gerais que quase fez parte do Rio de Janeiro. De lá, Aline C. e Eduardo Martins compartilham seus sentimentos em canções puras, doces e simples. Tudo gravado em casa, da maneira mais rústica possível – por enquanto.
A canção se chama “Será? Talvez…” e a banda divide o nome Bartok com um dos mais notáveis compositores húngaros já existentes. Dois violões dão passagem a uma voz sublime e especialmente usada. A gravação ganha ainda mais poder com a utilização da sobreposição de tons, fazendo uma mpb hipnótica e ao mesmo tempo simples. Difícil de explicar, não?
Aline é um multinstrumentista talentosa, já tendo gravado singles solo sob seu próprio nome, arranjando e executando todos os instrumentos. Nesta fase mais calma, procura valorizar ainda mais sua bela voz, ajudada pelo seu amigo Eduardo, que está em sua primeira empreitada musical.
Cuidado! Facilmente apaixonante:

Marcos Xi é editor chefe do RockinPress e faz\fez participações especiais para uma dúzia de outros sites, incluindo NME, SWU, Submarino e quem mais chamar. Além disso, atua como assessor digital de diversos artistas da nova música brasileira, ao mesmo tempo que trabalha com conteúdo online e reportagem na agência carioca LadoBê.

Sobre o RockInPress

A música brasileira reverbera por todo o mundo e há representantes nossos em vários pontos do globo. O papel do RockinPress é mostrar em primeira mão música boa feita por brasileiros seja onde for, enaltecendo novidades e acompanhando a criação de cenas musicais regionais e nacionais, com foco na independência dos artistas e formas alternativas de divulgação, tornando-se assim um dos maiores e mais importante do gênero em atuação no Brasil.

Afrika Bambaataa nos 13 anos da Jive

Ação de financiamento coletivo quer promover show no aniversário da balada paulistana

O DJ Afrika Bambaataa comemora os 30 anos do hit “Planet Rock” com uma turnê por 10 cidades brasileiras. A lenda viva da música americana e legítimo criador do hip hop vem acompanhado do MC americano King Kamonzi e do MC brasileiro Max B.O., apresentador do programa Manos e Minas, da TV Cultura. Aproveitando a passagem do DJ, o pessoal do Ativa Aí – plataforma de financiamento coletivo –, está com uma ação para promover um show de Bambaataa na festa de 13 anos da Jive, aclamada balada paulistana.

O local escolhido para o evento é o Cine Joia e são necessárias 300 cotas de R$50,00 para pagar os custos artísticos e de produção. Se o evento for viabilizado e todos os ingressos forem vendidos, os participantes da ação têm seu dinheiro reembolsado integralmente. Além de Bambaataa, a balada ainda terá como atrações os DJs Don KB, MZK e Magrão.

Saiba mais sobre a ação neste evento no Facebook e no site do Ativa Aí.

Muse na estreia do filme Guerra Mundial Z

Banda britânica se apresentará na estreia mundial do filme, em Londres

O Muse escolheu uma maneira, digamos, eficiente de lançar sua nova música de trabalho: “Follow me” integrará a trilha sonora de Guerra Mundial Z, estrelado por Brad Pitt. A première do filme acontece no Leicester Square, em Londres, no domingo, 2 de junho e, em seguida, como parte da estreia global, o Muse se apresenta no Horse Guards Parade Ground, no St. James’s Park.

Quem estiver nas ilhas britânicas poderá comprar os ingressos para o show a partir de 28 de maio, às 9h BST (horário de verão britânico). Para mais informações, visite o site www.worldwarz.co.uk/MUSE.

Guerra Mundial Z, dirigido por Marc Forster, conta a história do ex-investigador das Nações Unidas Gerry Lane (Brad Pitt), que cruza o mundo em uma corrida contra o tempo para deter uma pandemia que está derrotando exércitos e governos e ameaçando dizimar a própria humanidade. Vale lembrar que o ator Brad Bitt virá ao Rio de Janeiro para a premiére nacional do filme, no dia 24 de junho. A estreia nas salas de todo o Brasil acontece no dia 28 de junho.

Dizmaia, Yes e Ná Ozzetti em São Paulo

Artistas apresentam-se neste final de semana na capital paulistana

O showlivre.com separou alguns destaques da programação dos próximos dias, para quem estiver na capital paulistana.

A banda Dizmaia apresenta-se, com participações especiais de Hyldon e Leo Maia, na Festa Odara, eleita a 3ª melhor festa paulistana de 2012, segundo o Guia da Folha. Formada em 2007, o Dizmaia presta homenagem ao cantor e compositor Tim Maia. Hyldon é um dos grandes nomes da soul music brasileira, autor dos hits “Na Rua, na Chuva, na Fazenda” e “As Dores do Mundo”. Léo Maia é filho de Tim e traça seu próprio caminho artístico.

Serviço
Local: Favela da Vila
Endereço: Rua Mourato Coelho, 1272, Vila Madalena, São Paulo – SP
Data: Sexta-feira, 24 de maio
Hora: 22h
Site: www.faveladavila.com.br
Ingressos: R$10 a R$20

O Yes, banda ícone do rock progressivo em todo o mundo, apresentou-se ontem no HSBC Brasil e hoje faz mais um show. Eles tocarão na íntegra os álbuns The Yes Album (1971), Close To The Edge (1972) e Going For The One (1977) e estarão amanhã no Vivo Rio, no Rio de Janeiro.

Serviço
Local: HSBC Brasil
Endereço: Rua Bragança Paulista, 1281 – Chácara Santo Antonio – São Paulo – SP
Data: Sexta-feira, 24 de maio
Hora: 22h
Site: www.hsbcbrasil.com.br / www.ingressorapido.com.br
Ingressos: R$50 a R$380

Ná Ozzetti apresenta-se com participação de Luiz Tati, no show Meu Quintal, que tem o mesmo nome do álbum que marca os 30 anos de carreira da artista, iniciada no grupo Rumo.

Serviço
Local: Sesc Ipiranga
Endereço: Rua Bom Pastor, 822 – Ipiranga – São Paulo – SP
Data e hora: Dias 30 e 31/05. Quinta, às 18h; sexta, às 21h.
Site: www.sescsp.org.br
Ingressos: R$4,50 a R$18,00