Amy Winehouse x Fred Perry x Oasis x Duke Ellington

Uma das marcas mais londrinas, inicialmente associada ao mundo do Tênis e a Wimbledon, Fred Perry agora tem uma linha de produtos associadas a…. Amy Winehouse!
Com seu habitual charme discreto, a marca lançou uma linha feminina com toque retro, com influências do 2Tone, movimento ska britânico da década de 1970. Amy é fã confessa dos Specials, um dos nomes mais representativos do movimento.
No lançamento da coleção na loja da marca em Spitafields na quinta-feira, dia 21 de outubro, uma surpresa: Amy apareceu para um pocket show especial.
Usando uma das roupas da coleção ela interpretou “Don’t look back in anger” do Oasis, “Love is a losing game” e ainda mais duas covers: “Caravan” de Duke Ellington e “Lullaby of birdland”, famosa na voz de Sarah Vaughan.
Diva, da cabeça aos pés.

Sertanejo Classe A

A dupla sertaneja Zezé Di Camargo & Luciano se apresenta hoje, 21/10, na Daslu com ingressos de R$ 500,00 a R$ 1.000,00 – mais caro que a tão sonhada pista premium do Paul McCartney. O show marca o início da da turnê “In Love”, que tem como público-alvo, obviamente, a classe A, e irá passar por outras cidades do Brasil, sempre em casas do mesmo porte que o Terraço Daslu. Mas, ao contrário das pistas premium roqueiras, o valor alto dá direito a um coquetel, jantar, bebidas e uma festa posterior com a presença da dupla.

Que os artistas sertanejos têm muito dinheiro, não é novidade. Agora, que seu público abrange a classe A da capital, nem todo mundo sabia. A capa da Veja SP dessa semana destaca o fenômeno do sertanejo universitário, que está levando a classe média alta paulistana para as baladas temáticas em busca de nomes como Luan Santana e Victor & Léo. Falando em rótulos: não é só o agroboy filho de fazendeiro do interior, é a patricinha estudante da faculdade particular vestindo bota e chapéu.

É só bater o olho nos DVDs ao vivo das duplas para se ter uma ideia do sucesso. Megashows lotados no interior do país, que ainda dão lucro para o que resta da indústria fonográfica nacional e fazem a engrenagem do mercado girar. Ou você acha que o SWU inventou a roda promovendo show em Itu?

É bom lembrar que Johnny Cash, grande representante do sertanejo norte-americano (o country), tornou-se cult e idolatrado até pelo público alternativo depois de bater as botas de couro, provando que é tênue a linha entre o “brega popular” e o “artista respeitável”. Taí a Ivete Sangalo tocando no Madison Square Garden em Nova York pra comprovar a tese.

Por aqui, alheios à rejeição de parte do público, Zezé Di Camargo & Luciano e tantos outros parecem ter redescoberto a mina de ouro. Talvez a turma do rock – inclua aí bandas, produtores e promotores de shows – devesse descer do salto e aprender um pouco com eles.

O mistério da pista VIP

O assunto do dia, como não poderia deixar de ser, é a venda de ingressos para o show de Paul McCartney em São Paulo. A pré-venda começou ontem, por volta das 23h55, e com ela veio o tradicional caos que acompanha os megashows no Brasil.

Notícias vindas do Rio Grande do Sul (onde os ingressos se esgotaram em 2h) criaram pânico no público paulista e muita gente ficou esperta para garantir logo o seu ingresso. Gente como eu, que ficou dando F5 na página a partir das 23h30.

Assim que as vendas começaram, começou a pipocar a informação de que a pista prime (ou premium, ou VIP, ou seja lá o nome que inventaram pra ela agora) já tinha se esgotado. Inteiras e meias. As cadeiras também. Aonde esses ingressos foram parar, ninguém sabe. Alguém com uma conexão de internet bem melhor que a sua conseguiu esgotar toda a cota da pista prime em poucos minutos? Pouco provável.

E aí ainda temos a tradicional taxa de conveniência (20% para entrega em casa, 16% para quem for retirar os ingressos no estádio do Morumbi na semana do show), e as tradicionais falhas de sistema. Pela taxa de “conveniência” cobrada, a entrega deveria ser feita em qualquer lugar do país, mas o site não reconhece determinados CEPs como o endereço físico do Showlivre, por exemplo.

Os incidentes no show do Rage Against the Machine no SWU foram um alerta, mas não vão resolver o problema. A existência de absurdos como a taxa de conveniência e a pista VIP já são revoltantes, mas o problema atinge outro nível quando você não tem acesso a ela mesmo quando tem dinheiro. Os grandes shows de rock no Brasil estão se tornando um jogo de cartas marcadas, uma balada VIP para a qual você não foi convidado.

Este início de venda de ingresso do Paul McCartney prova que boicotar a pista VIP é um protesto interessante, porém inútil. A pista VIP é que está boicotando a gente.

Por enquanto só estão à venda ingressos para o dia 21/11, domingo, já que o segundo show ainda não foi confirmado. O meu pedido feito ontem de madrugada, para a pista comum, ainda está em análise. Para nós da Família Beatles, só nos resta xingar muito no Twitter, rezar e torcer para que nada disso atrapalhe o que realmente importa: o sonho de ver Paul McCartney ao vivo. Boa sorte pra você também.

2 dias de SWU

Bom, para começar, o título deste relato já diz um pouco sobre o SWU: preços exorbitantes. Uma vez que se pagava, na compra de meia entrada, via internet, R$117,10 por cada dia de show, inclusas as taxas ironicamente chamadas “de conveniência”, este que vos escreve optou por comparecer apenas aos dois primeiros dias do evento. Feita esta importante ressalva, é válido chamar o que se passou em Itu, de 9 a 11 de outubro, de festival. Porque foi bem isso que aconteceu por lá.

Particularmente, a lembrança dos vídeos que se assiste de Glastonbury, Coachella, Bizarre e outros grandes festivais não esteve tão distante do SWU: a multidão que compunha um oceano infindável, pessoas sentadas no gramado, cenas antológicas de boa música à luz do dia e, depois, ao luar. Esta visão, obviamente, se reduz ao poético e deixa de lado um bom pragmatismo que vale conservar – afinal, é essencial enxergar os defeitos, correto?

Logo de entrada, via-se o estacionamento com uma organização bacana. Sem muita fila, foi fácil parar o carro. Com quatro pessoas no veículo, pagava-se R$50,00 de entrada, e esta era a única opção. Paciência. Aliás, paciência, uma virtude muito difundida, como se pôde observar ao lado da bilheteria, na entrada para o camping. Uma fila gigantesca desafiava quem iria enfrentar o frio noturno dentro de uma barraca. Após outra boa espera, em prol da retirada dos ingressos, enfim, SWU. Opa, mais uma fila. Desta vez, para a revista. A própria polícia militar era encarregada disto e o número grande de oficiais na entrada dava um clima de segurança ao evento.

Uma pequena volta para ambientar-se ao Pesqueiro Maeda, que abrigou o festival, e era hora de Mutantes. Arnaldo Baptista, em seu Twitter, chamou a formação atual, sem sua presença, de “Os Matantes”. Realmente, é difícil apreciar a banda sem o gênio criativo de Arnaldo, o que não elimina o encanto das músicas relembradas. Depois, Los Hermanos fizeram o que sabem fazer bem: reunir uma legião de fãs devotos que cantam em coro cada sílaba pronunciada. O show teve uma atmosfera inegável, que deixou gente à flor da pele, e passou muito da alma da banda.

E depois de The Mars Volta, banda plenamente respeitada, mas não tão apreciada por este narrador, que a porrada sonora do Rage Against The Machine tomou conta do evento. Aparentemente, quase a totalidade dos presentes queria ver a banda, pois o oceano de pessoas mencionado antes se formou como nunca. Uma sirene anunciava a apresentação, a estrela vermelha subia ao fundo do palco e, daí para frente, hit atrás de hit. A movimentação do público interrompeu o show, pois aparentemente tanto a grade que separava a pista comum da premium, quanto a que separava a pista premium do palco, se romperam. Após o pedido da organização e do vocalista Zack de la Rocha para que as pessoas dessem três passos para trás, mais porrada sonora. A presença de palco majestosa e as vísceras expostas em melodias recebiam comunhão do público que berrava os refrões marcantes. Já se especulou o suficiente sobre a interrupção da transmissão televisiva ocorrida, talvez causada pelo boné do MST que Tom Morello vestiu ao tocar a canção Freedom. Fato ou não, o guitarrista escreveu em seu Twitter: “Eu entendo a emissora cortar a transmissão quando pus o boné do MST. Isso significa que estamos vencendo”. Ideologias políticas à parte, certamente a banda sentiu ressonância de suas ideias na multidão que bradava “anger is a gift” (“raiva é uma dádiva”), sobre o que a revolta contra o establishment representa.

Como era de se esperar de um evento onde passaram, dizem as estatísticas, mais de 150 mil pessoas, o trânsito na saída era digno de um paulistano. Pessoas cansadas dormiam nos carros a cada parada e outros se esforçavam para manter os amigos acordados.

No dia seguinte, o teor pop das atrações mudou um pouco a cara do evento, talvez menos roqueiro e mais badalado. A meu ver, os problemas e as coisas boas continuaram no mesmo andamento. As filas se mantiveram lá, e os preços gigantescos também. Muitos questionavam o quão amigável é cobrar R$8,00 por uma mini-pizza gelada, mas… Paciência.

Tal como Rage Against The Machine, um público massivo esperava Sublime with Rome, formado por órfãos de Bradley Nowell, vocalista morto em 1996. Seu substituto, que dignamente ocupou o nome da nova banda, tem segurança no palco e cumpre seu papel. Canta muito bem – sim, com timbre próximo ao de Bradley – e toca a guitarra que precisa. Entretanto, sua própria alma aparece nas novas canções que pareceram ser bem-vindas pela audiência. Fica um ponto muito positivo para a curadoria do festival, que teve a sensibilidade de colocar a banda em horário estratégico, diante do pôr-do-sol. Mais uma vez, a boa atmosfera reinou.

Só para não deixar de citar, Joss Stone mostrou que domina um público de 50 mil pessoas como quem nasceu para isso. Independente das preferências musicais, quem queria ouvi-la ou esperava Kings of Leon e Dave Matthes Band era convidado da sala de estar da cantora. E todos pareciam à vontade.

Muita gente já escreveu depoimentos e adjetivou o suficiente, para o mal e para o bem, o evento que se deu. Tentei lembrar aqui apenas alguns dos momentos memoráveis que vivi. E eles, vou dizer, valeram as penas. Só fica a esperança de preços mais razoáveis no ano que vem: a democracia agradece.

* João Vicente Seno Ozawa é do setor de Mídias Sociais e Marketing do Showlivre.com e escreve no blog Muito Horrorshow!

Gueto, Luni, Nomad e Fábrica Fagus dia 9 de outubro no Centro Cultural Rio Verde


A redação do Showlivre.com recomenda:

No final dos anos 80, inicio dos 90, São Paulo vivia um momento fértil, de bandas de rock que surgiam trazendo inovações tanto no som como nas performances e contribuiam para a construção de uma identidade musical daquele tempo.

Luni, Gueto, Nomad e Fábrica Fagus eram 4 desses grupos que tocavam em casas como Aeroanta, Dama Xoc, Rose Bombom, Espaço Mambembe, Madame Satã e outras. Vinte anos depois, remanescentes das bandas se reuniram em julho, no aniversário do guitarrista e vocalista do Fábrica Márcio Werneck. O encontro foi tão bom (tanto para quem estava no palco como para quem estava na platéia) que eles estão ensaiando um show especial, batizado de Combo 88.

Dia 9 de outubro, no Centro Cultural Rio Verde, o Combo 88 traz inegrantes do Luni, Gueto, Fábrica Fagus e Nomad, que vão tocar num único show os sucessos da época e outras surpresas.

Eles montaram uma super banda que se reveza no palco e tem a seguinte formação: Do Fábrica Fagus: Márcio Werneck (voz e guitarra) Fábio Scatonne (bateria), Renato Piccinin (voz), Will Robson (voz) e Érico Theobaldo (bateria e samplers). Do Luni: Natália Barros (voz) e Theo Werneck (voz). Do Gueto: Edson X (bateria), Marcola (baixo) e Marcio Hermes (guitarra). Do Nomad: Rica “ Caveman”(voz), Paulo Bira (baixo), Edu Diegues(teclado) e Mauro Sanches (percussão).

No repertório, clássicos dessas bandas como “Ritmo Só”, “Cenografia” (Fábrica Fagus), “Reggae das Crianças” (Luni), , “G.U.E.T.O.”, “Borboleta Psicodélica” (Gueto), “Pérolas”, “4 Letras” (Banda Nomad), e outras.

Antes e depois do show os DJs Will Robson e Theo Werneck comandam as pick-ups no Centro Cultural Rio Verde.

Show: “Combo88” – integrantes do Gueto, Luni, Nomad e Fábrica Fagus
Data: 9 de outubro (sábado)
Local: Centro Cultural Rio Verde
(rua Belmiro Braga, 119, Vila Madalena)
Horário: a partir das 22h
Telefone: 3459.5321
Preço: R$ 20
Lista amiga: R$ 15 (listacombo88@gmail.com)
Capacidade: 420 pessoas

Air cancela apresentação em Belo Horizonte

Nicolas Godin e Jean-Benoît Dunckel, do duo eletrônico Air; show em BH está oficialmente cancelado

A Ilustrada, da Folha.com, informa:

O show que o duo francês de música eletrônica Air faria no dia 15 de outubro em Belo Horizonte foi oficialmente cancelado nesta quarta-feira. A apresentação aconteceria no Chevrolet Hall.

A razão do cancelamento não foi divulgada pela assessoria do evento.

As informações sobre devolução de ingressos devem ser divulgadas até o final desta tarde.

Os outros shows que a banda faz no Brasil, no dia 14 no Circo Voador, no Rio, e no dia 16 no Festival Natura Nós, em São Paulo, seguem confirmados.

Christian Death em São Paulo

Amigos da redação do Showlivre.com ligados à produção do show do Christian Death em São Paulo avisam:

A banda norte-americana Christian Death, um dos grandes nomes do Dark/Gothic, se apresentará no dia 23 de outubro, a partir das 18h, no Manifesto Bar, em São Paulo (SP).

Perto de completar trinta anos de estrada, o grupo formado por Valor Kand (vocal, guitarra e violino), Maitrui (vocal e baixo) e Jason Frantz (bateria) vem viajando pelo mundo em sua “Death Necro Tour”. Com uma história recheada de polêmicas, a banda lida com temas como guerra, religião, política, drogas e sexo, fazendo questão de mostrar a realidade da decadência no mundo.

Serviço:
Christian Death:
Data: sábado, 23 de outubro
Local: Manifesto Bar
Endereço: Rua Iguatemi, 36, Itaim Bibi – São Paulo/SP
Fone: (11) 3168-9595
Abertura da casa: 18h
Entrada: R$ 80,00 (antecipado)

Pontos de venda:
Lady Snake: (11) 3333-6931
Profecia: (11) 3333-2364
Profecia (Liberdade): (11) 3277-9606
Manifesto Bar: (11) 3168-9595
Rockland: (11) 3362-2606

Pela internet: www.ticketbrasil.com.br

Censura: 16 anos
Estacionamento próximo, na rua Joaquim Floriano Acesso a deficientes / ar condicionado

Sites relacionados:
www.myspace.com/christiandeath
www.christiandeath.com

Festas headbangers nos camarins continuam as mesmas

Tom Araya, do Slayer: reencontro intenso com Megadeth e Anthrax

Uma matéria Da Bang Music, de Londres, publicada pelo UOL Música é uma ótima história de diversão e som pesado. Confira.

Megadeth, Slayer e Anthrax dizem que ainda festejam com a mesma intensidade de quando fizeram uma turnê juntos há 19 anos.

As três bandas de heavy metal embarcaram em uma marcante turnê, “Clash Of The Titans”, em 1991, e recentemente a repetiram com uma série de shows pela Europa, além de atualmente terem uma turnê agendada pelos EUA chamada “American Carnage”. Entretanto, o guitarrista do Slayer Kerry King disse que, para ele, as festas do camarim não diminuiram.

Ele disse ao site Spin.com: “bebi muito na época e provavelmente bebo mais hoje em dia. Você simplesmente fica melhor nisso. Foi legal na Europa. Já havíamos feito essa turnê antes, então é como uma continuação quase 20 anos depois. É legal porque alguns dos fãs que estarão aqui nem eram nascidos na época”.

O guitarrista do Anthrax Scott Ian adicionou que a turnê não é sobre nostalgia, porque a música das bandas –que tiveram seu auge nos anos 80– conseguiram resistir ao tempo e ainda conseguem satisfazer um público novo e mais jovem hoje em dia.

Ele disse: “nossa música de 25 anos de idade é melhor do que qualquer coisa. E nós a tocamos melhor do que nunca. Quem é melhor do que a gente? Não quero ser arrogante quando digo isso. É algo em que realmente acredito. E há gerações de garotos que nunca tiveram a oportunidade de vê-la, pelo menos não da primeira vez. Estamos tocando canções que são simplesmente atemporais”.

A turnê “American Carnage” começa nos EUA neste mês.