Ganhador da promoção fotografa show do Korn

Um dos ganhadores da promoção que levou internautas do Showlivre.com à apresentação dos norte-americanos do Korn no último dia 21 de abril, no Credicard Hall, em São Paulo, Ronaldo Souza Santos não se contentou só em assistir ao show. Sacou da câmera fotográfica e registrou alguns momentos. E nos mandou as fotos abaixo. Bom que tenha curtido, Ronaldo.

Korn se apresenta em São Paulo

Jonathan Davis toca gaita-de-foles no show

Banda interpreta sucessos em casa paulistana

Korn faz show em São Paulo

Destaque para o cenário sóbrio da banda

Gannhador da promoção e autor das fotos, Ronaldo Souza Santos e a namorada

Ronaldo Souza Santos (ao centro) com os amigos fãs de Korn

A casa de Teresa

Teresa Cristina no Sesc Pinheiros, em São Paulo. Foto: Laís Aranha

Por João Vicente Seno Ozawa*

Com Teresa Cristina, o palco vira sala de casa. Com sabor de “pão matinal”, como bem disse Drummond, ou com a vivacidade de um encontro com os amigos, como bem sabe todo aquele que reúne seus parceiros para jogar conversa fora. No dia 18 de abril, a cantora e compositora esteve no SESC Pinheiros, mas a sensação era de se estar em algum lugar muito mais próximo e familiar do que a plateia de um auditório.

Diante, um palco sem excessos, ornamentado apenas por longos fios que sustentavam centenas de lâminas coloridas pelo reflexo das luzes. Difícil não aliar a beleza da cenografia à música que a rodeava: sem firulas, falsas impressões ou tentativas de se passar algo que não se é. O samba de Teresa Cristina fala direto, fala da alma. E a alma, como se sabe, fala simples e fala claro, quando se quer ouvir.

Logo de início, após interpretar Poesia, a compositora fala, docemente: “Gente, gosto tanto dessa música” e corre a amenizar o comentário, já que a canção é de sua autoria. Explicação sem necessidade, pois Teresa Cristina fala longe de qualquer sombra de arrogância, mas apenas reconhece o encanto claro desta sua obra. Em Beijo Sem, “presente de Adriana Calcanhoto” – segundo a sambista –, um deslize na letra causa um ataque de risos ao ponto de interromper a peça. Uma pausa, diga-se de passagem, acompanhada por aplausos da plateia. O espirituoso e espontâneo da cena lembrou este que escreve de uma gravação < http://www.youtube.com/watch?v=RkzwNOTkGOs> de Gal Costa, Djavan e Chico Buarque, de tempos atrás.

A grande maioria das composições interpretadas é de autoria da própria Teresa Cristina, à exceção de pérolas como A História De Lily Braun de Chico Buarque e Edu Lobo e A Felicidade de Vinicius de Moraes e Tom Jobim – canções que, parece, foram escolhidas pelo grau de diversão e entusiasmo que causavam na cantora que, aliás, chamou a atenção ao fato de que “toda mulher deveria cantar, ao menos uma vez por dia”, este clássico de Chico Buarque.

Ao fim do espetáculo, Teresa Cristina convoca duas espectadoras ao palco: sua sobrinha e uma senhora com mais de oitenta anos de vida, mas menos de vinte anos nos pés. A senhora, aliás, havia sido foco da atenção do auditório em outra ocasião, ao dançar em frente ao palco por alguns instantes e arrancar um olhar sorridente da cantora.

Dividendos finais, uma plateia alvoroçada, que aplaudia com vontade cada canção e terminou o espetáculo em pé. Inclusive, em determinado momento, a sambista convidou os dispostos a dançar que o fizessem nos cantos do auditório, não muito antes de perguntar sobre o resultado do jogo do Botafogo. E são esses retalhos de franqueza que colocam o ouvinte na casa de Teresa Cristina: o palco.

*João Vicente Seno Ozawa é do setor de Mídias Sociais e Marketing do Showlivre.com e escreve no blog Muito horror show.

Coachella 2010: três dias de música, areia, junk food e ecstasy

Marcelo Iwasaki – ou Japão, para os íntimos -, amigo de longa data do editor-chefe do Showlivre.com Rodrigo Carneiro, é um cidadão do mundo e esteve na edição mais recente do Coachella Festival, nos EUA, e mandou para este blog suas impressões e alguns registros fotográficos. Confira.

No hemisfério norte, os americanos despedem-se do último rigoroso inverno acenando para a primavera, que chega majestosa em 2010, saudando o povo com a agradável combinação de flores de todos os tipos e cores e aquela sensação de que as jaquetas, luvas e cachecóis podem ser guardados nos armários, até que as estações mais frias cheguem novamente.

Com a brisa quente e o aroma floral, a primavera dá sinal verde para que os festivais de música comecem a atrair jovens, revelar novos talentos e reunir outros tantos, que já foram atrações principais em palcos de festivais de tempos mais remotos.

Na Califórnia, o primeiro grande festival de música que acontece após o inverno é o Coachella Festival, que faz um aquecimento para festivais como Lolapalooza, Reading Festival e Fuji Rock Festival.

Realizado anualmente na cidade de Indio, no Vale Coachella, a cerca de duas horas de Los Angeles, o festival reúne no deserto da Califórnia jovens interessados em música, camping e badalação. São cinco palcos com shows simultâneos, sendo que o espaço para o público no palco principal é de aproximadamente 40 mil pessoas.

Este ano o festival aconteceu entre os dias 16 e 18 de abril e contou com a participação de nomes de peso na música internacional, como Faith No More, Gorillaz, Tiësto, Jay Z, Muse e Thom Yorke. Veja o line-up completo nos site do evento.

Três dias de música, areia, junk food e ecstasy
A aventura para os três dias de festival começa na estrada para o deserto. Vários carros pintados com desenhos psicodélicos trafegam pelas “highway “ oferecendo carona para quem tem como destino o Coachella Festival.

A entrada, com o não poderia ser diferente para eventos onde são esperadas cerca de 75 mil pessoas por dia, é um tanto confusa e demorada. Quem vai acampar ( um dos atrativos do festival ) passa por uma revista no automóvel, o que faz com que a fila de carros comece a cerca de três milhas da entrada.

No local de camping, um voluntário do evento organiza a fila de carros e os direciona para os locais corretos. Vale ressaltar que a organização do camping é impecável, com latas de lixo por todos os cantos, refletores e banheiros funcionando e um gramado artificial, que minimiza o calor durante o dia e evita que “coachellers” tenham contato direto com a areia do deserto.

Cerca de dez praças de alimentação foram instaladas para o evento. Pizzas, burritos, tacos, nachos, hamburguers, curry e falafels eram os principais cardápios encontrados. Barracas de feira foram instaladas para vender frutas e hortaliças e uma barraca de hippies vendia um delicioso e saudável suco verde feito de frutas e vegetais. Para quem não dispensa um bom cafézão ( nos Estados Unidos não existem cafezinhos, apenas cafezões), barracas de cafés orgânicos também não faltaram.

Uma parte ruim disso era a falta de locais com sombra para comer e a areia que levantava dos carros que passavam pelos caminhos onde não haviam gramado. Outra parte ruim era o preço os alimentos. Uma Coca-Cola não saia por menos de U$ 3,00 ( cerca de R$5,50 ) e Burrito breakfast que é encontrado nas ruas de Los Angeles por U$4,00 não saia por menos de U$8,00 ( R$ 14,00 ). Não gostaria de revelar isso, mas paguei aos hippies U$10,00 por menos de um litro do suco verde.

Uma dica para quem for acampar na próxima edição do Coachella Festival é levar seus próprios alimentos para não ter que voltar do festival com a carteira vazia.

Para minimizar a nuvem de poeira, eram despejados por carros-pipa, litros de água nos caminhos por onde não havia grama artificial plantada, causando muita lama. Por muitas vezes, era possível ver “coachellers” correndo atrás de carros-pipa para aproveitar a água e tomar banho ou até mesmo escovar os dentes.

Alguns “desencanados” não se importavam com banhos, comida e poeira. No Coachella Festival é muito comum ver pessoas pintadas com desenhos psicodélicos dançando, abraçando-se uns aos outros e procurando disco voador nos céus do deserto californiano. O ecstasy pareceu ser a droga do evento. No sábado,17, o vocalista do MGMT Andrew Van Wyngarden disparou contra o público “… who is using drugs here?” ( quem está usando drogas aqui? ), antes de começar o grande sucesso das telinhas da MTV “Time to Pretend”, recebendo um enorme “ Yeah!!” da plateia.

Reunião old school
Quem curtia rock nos anos 1980 e 1990, jamais podia prever que os Pixies e o Rage Agaisnt The Machine poderiam voltar aos palcos. Não apenas viram as reuniões dessas duas grandes bandas no Coachella Festival em 2004 e 2007 como passaram a esperar o próximo festival para saber quem serão as próximas bandas a voltar às atividades.
Este ano Pavement, Specials, Sunny Day Real Estate e Faith No More ocuparam estas posições. “Second Coming “, título da turnê de reunião do Faith No More, que já foi vista em 2009 no Brasil, sugere uma “ segunda gozada”, também, do Pavement, Sunny Day e Specials.

E as bandas voltaram com força máxima. Em ambos casos os músicos, agora mais experientes, retornam com o talento nato revitalizado pelo hiato. Mike Patton está cantando melhor que nunca e parece que o camarada não envelhece. O vocalista é um moleque no palco, pulando gritando e se atirando no público.

Minutos antes do Pavement tocar seus maiores sucessos no palco principal, o Coachella Stage, o Sunny Day fazia seu show de reunião no Outdoor Stage. Uma das mais influentes bandas da geração 1990, o Sunny Day lembrou o que houve de melhor na década passada. Uma espécie de “Old School Sad Songs”.

Por falar em Old School, o De La Soul também mandou Hip Hop´s de verdade para os “coachellers”, misturando fúria e sensibilidade.

Já que o Coachella Festival virou sinônimo de reunião de grandes bandas, quem sabe, não estaremos aqui nos próximos anos informando a reunião de Smiths ou Sepultura com os irmãos Cavalera. Não custa nada sonhar, já que até o Echo and The Bunnymen e Devo tocaram por aqui.

Novas Bandas ( New School – Kindergarten )
Nem só de reuniões e bandas Old School fez-se o Coachella 2010. Novas bandas, ou bandas não tão conhecidas também marcaram presença.

O Dillinger Escape Plan, como sempre, literalmente, arrebentou o palco do Gobi Stage. É impressionante como os rapazes conseguem, com tanta energia, saírem ilesos do palco. O show é de tirar o fôlego e se você piscar durante o show é capaz de perder algo muito interessante que está acontecendo.

Bandas como Tokyo Police Club e MGMT, mais comportadas, também marcaram gol no festival. São grandes promessas para os próximos festivais.

Thom Yorke e Perry Farrel
Não se assustem, Thom Yorke e Perry Farrel não tocaram juntos. Se bem que poderia ser algo interessante.

Thom Yorke, tocando suas canções sem o Radiohead, parece o Radiohead. Não era para menos. O músico é o principal compositor da banda e é natural que seu trabalho solo lembre o Radiohead. Destaque para a aparição de Flea do Red Hot Chilli Peppers tocando baixo no show de Thom Yorke. Aliás, Flea adora fazer uma pontinha, no bom sentido. Em 1993, durante o show do Nirvana em São Paulo, Flea apareceu tocando trumpete em “Smells Like Teen Spirit”.

Perry Farrel continua o mesmo. Magro, com calças cor de rosa apertadas e rebolando muito, abriu o festival cantando trance como três bailarinos e uma crooner. Pelo que Perry Farrel luta, defendendo os diretos dos homossexuais e organizando eventos de rock, vale a pena considerarmos este senhor como pessoa intocável no cenário musical.
Creio que os US$ 300,00 gastos pelos “coachellers” para o festival tenham valido a pena. E respondendo a pergunta que Mike Patton fez ao público durante a apresentação do Faith No More no sábado “… Hey Coachella, are you still horny?” _ Sim Mike, ainda estamos como tesão!

Nos encontramos no Coachella Festival 2011.

Garotas floridas esperam o show do grupo White Rabbits

Sunny Day Real Estate foi uma das atrações do festival

Integrante do De La Soul no telão do palco

Mike Patton, do Faith No More, durante a apresentação no festival

Gravado no Showlivre, "O Estranho Mundo de Zé do Caixão" estreia nesta sexta

Arnaldo Baptista e Zé do Caixão

O amigo e diretor do programa “O Estranho Mundo de Zé do Caixão”, André Barcinski avisa:

Sexta-feira, dia 23, à meia-noite, estréia a terceira temporada de “O Estranho Mundo de Zé do Caixão”, no Canal Brasil (66 da Net).

O programa de estréia reúne dois gênios excêntricos de nossa cultura: Zé do Caixão e Arnaldo Baptista. Eles falam de discos voadores, abduções, e da superioridade dos amplificadores valvulados. Não percam!

Esperamos que vocês curtam a nova temporada e o novo cenário, que ficou a cargo do pessoal talentosíssimo do Estúdio Risco.

A nova temporada terá os seguintes convidados:

23/04 – Arnaldo Baptista

30/04 – Alexandre Frota

07/05 – Padre Quevedo

14/05 – Pastor Marcos Motolo

21/05 – Washington Olivetto

28/05 – Perla

04/06 – Ney Matogrosso

11/06 – Agildo Ribeiro

18/06 – Sergio Cabral

25/06 – Eduardo Dussek

02/07 – MV Bill

09/07 – Valmir Salaro

16/07 – Paulo Silvino

23/07 – Alex Atala

30/07 – Lobão

06/08 – Anibal Massaini

13/08 – Inácio Araújo

20/08 – Dicró

27/08 – Orlando Drummond (Seu Peru)

03/09 – Caju e Castanha

10/09 – Arrigo Barnabé

17/09 – Helio De La Peña

24/09 – Rogério Skylab

01/10 – Fernando Ceylão

08/10 – Leandro Hassun

15/10 – Ritchie

Abraços a todos!

Vale lembrar que uma série desses episódios foram gravados no estúdio do Showlivre.com. Confira:

Ainda sobre Renato Russo

Renato Russo: entendimento do pop e estratégias para chegar ao sucesso

Duas coisas relacionadas a Renato Russo (1960 – 1996), que faria 50 anos no último dia 27 de março, e sua Legião Urbana chamaram a atenção deste blog. A primeira é o recém-inaugurado site oficial. Nele há entrevistas, capas de disco, cartazes e material postado pelos fãs. A segunda é um belo texto da jornalista e professora universitária Bia Abramo, que conviveu com o jovem Renato e narra a experiência. “Renato tinha lido um monte de coisas que eu tinha lido. Renato tinha pensado um monte de coisas que eu tinha pensado. Renato tinha ouvido um monte de coisas a mais. Entendia o pop. Tinha estudado, durante anos a fio, seus ídolos. Tinha traçado uma estratégia para se tornar um”, escreve a jornalista. Visitem.