Monjolo no Radiola

Integrantes do Monjolo: atração do Radiola

AD Luna avisa que o Monjolo, grupo do qual ele é baterista, esteve no programa Radiola da TV Cultura. Frente às câmeras, os músicos interpretaram “Samba do Sequestro” e conversaram com o apresentador João Marcello Bôscolli sobre o início dos trabalhos e a curiosa escolha do nome da banda. Assista no blog Interdependente.

Mick Jagger e Andy Warhol

Capa de Sticky Fingers assinada por Andy Warhol

Em 1969, Mick Jagger enviou uma carta a Andy Warhol. Queria formalizar o convite para que o artista plástico fizesse a capa do disco que os Rolling Stones lançariam em 1971, o ótimo Sticky Fingers. Leia a história no Eu, ela, o cão e o affair redivivo.

Noites de Blues Punk em São Paulo

Nós aqui da redação recomendamos muitíssimo o Festival Blues Punk. Leiam:

Parceria entre o SESC SP, a produtora Mamma Vendetta, de São Paulo, e o Estúdio Coldrice, de Birmingham, festival traz em duas noites as bandas Copter (Birmingham/ Reino Unido), The Readies (Detroit/ EUA), Thee Butchers Orchestra (Brasil), The Human Trash (Brasil), The Jam Messengers (Hawaii/ EUA + Florianópolis/ BR) e Solid Soul Disciples (Birmingham/ Reino Unido + Brasil)

Tanto a música punk quanto o blues sempre foram caminhos malditos dentro do cenário musical. O festival Blues Punk, uma parceria entre o SESC SP, a produtora Mamma Vendetta, de São Paulo, e o Estudio Coldrice, de Birmingham, Inglaterra, reúne em duas noites (23 e 24 de outubro), na choperia do SESC Pompéia, seis bandas do Reino Unido, Estados Unidos e Brasil que dão uma amostra do que pode acontecer quando esses dois gêneros musicais se encontram.

O Human Trash, trio formado por Mayra (The Dealers, ex-Dominatrix), Mari (The Dealers, ex-Pullovers) e Luis Tissot (a.k.a. The Fabulous Go-Go Boy from Alabama, Backseat Drivers & Solid Soul Disciples), abre o primeiro dia do festival com um encontro da música trash com a new wave. A banda conta com duas guitarras e uma bateria pouco convencional, feita com latas de lixo e todo tipo de complementos vindos da rua. Em seguida é a vez do Thee Butcher Orchestra, maior referência do garage rock/ punk brasileiro. Longe dos palcos há três anos, a banda formada em 1996 por Adriano – Cintra – Butcher (CSS), Marco Butcher e Iano Butcher, três amigos fissurados em Pussy Galore e todo tipo de barulho e experimentações, celebra sua reunião no festival, com Jonas Butcher na bateria. Quem encerra a primeira noite do Festival Blues Punk são os roqueiros ingleses do Copter. Com três álbuns lançados, sendo o primeiro gravado e produzido por Matt Verta-Ray (Speedball Baby, Heavy Trash), a banda de Birmingham veste uniformes nas apresentações e faz um som afiado e primitivo, que une rock de garagem com elementos de soul music e blues.
A segunda noite começa com o Solid Soul Disciples, formação que conta com Steve Mekon (vocais e gaita), Dave Mekon (guitarras e backing vocals), Dan C (bateria, percussão e backing vocals), Marco Butcher (guitarras, bateria e backing vocals) e Luis Tissot aka Go-Go Boy from Alabama (guitarras e bateria). No repertório, country, blues, jazz, soul music, punk rock, no wave e garage rock. Depois, Marco Butcher volta ao palco para estrelar sua terceira participação no festival e segunda na noite de sábado, desta vez com o projeto The Jam Messengers, parceria com o havaiano yôgue Rob K. Com experiências musicais como showmen e entertainers, os integrantes da dupla têm uma presença de palco única, transformando o Trash Blues em Trash’n’Glam. Marco faz o papel de onemanband brindando o público com sua perfeição poli-rítmica, enquanto Rob toma conta de todo o palco e platéia, com uma mistura de Yoga, pregação do blues e rock’n’roll, no sentido literal da palavra.

Fechando o festival Blues Punk, The Readies, uma banda peculiar da cena de Detroit. Dan Kroha, conhecido na cena internacional por ter feito parte de duas das mais seminais bandas americanas, The Gories e The Demolition Doll Rods, volta numa versão mais rock n´roll high energy com influências do blues e da tão famosa invasão britânica no Readies. Pela primeira vez no papel de frontman, Dan assume os vocais e as guitarras do trio. Com Zack Weedon (Dirtbombs) e Ben Luckett, uma espécie de Keith Moon nas baquetas, os Readies têm feito shows incendiários nesse último ano pelos Estados Unidos. Dan traz aos palcos toda a mágica de bandas como os Rolling Stones, meio esquecida pelas bandas de rock contemporâneas. A música é simples e direta, com energia e swing elevados ao máximo.

FESTIVAL BLUES PUNK
23/10 (SEXTA-FEIRA), às 21h
COPTER (BIRMINGHAM/ Reino Unido)
THEE BUTCHERS ORCHESTRA (Adriano, Marco e Jonas)
THE HUMAN TRASH (BRASIL)

24/10 (SÁBADO), às 21h
THE READIES (DETROIT/ EUA)
THE JAM MESSENGERS (HAWAII/ EUA + FLORIANÓPOLIS/ BR)
SOLID SOUL DISCIPLES (BIRMINGHAM/ REINO UNIDO + BRASIL)

CHOPERIA DO SESC POMPEIA
Rua Clélia, 93 – Pompeia
Tel.: 11 3871-7700
Ingressos: R$ 30,00 [inteira], R$ 15,00 [usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante] e R$ 7,50 [trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes]
Censura: 18 anos

www.mammavendetta.com
www.coldrice.com
www.sescsp.org.br

"Construção" aparece no topo do ranking das melhores músicas brasileiras da RS

Capa do álbum de Chico Buarque lançado em 1971

Deu “Construção”, canção título do álbum lançado por Chico Buarque em 1971, no topo do ranking da lista As 100 melhores músicas brasileiras publicada na edição de terceiro aniversário da Rolling Stone Brasil que acaba de chegar às bancas. Leia mais no Eu, ela, o cão e o affair redivivo.

Sobre Cristo, Madame Saatan, heavy metal e língua portuguesa

A questão é delicada: bandas que cantam em inglês, num gênero que é estrangeiro, podem ser consideradas parte da cultura brasileira? Particularmente, acredito que sim, sobretudo se levarmos em consideração as contribuições marcantes que a música brasileira tem na obra do Sepultura, pelo menos nos trabalhos Chaos AD e Roots. Da mesma maneira, na gravação ao vivo do Maniacs in Japan, do Viper, presta-se homenagem aos brasileiros e a Tim Maia, com “Não quero dinheiro”. Não quero encerrar a questão neste texto – voltarei, no futuro, a essas duas bandas, que merecem análise à parte, sobretudo o Sepultura, afinal seu último trabalho dialoga longamente com a Divina Comédia de Dante Alighieri –, mas Luiz Tatit, professor universitário, estudioso da semiótica da (nossa) canção e também compositor afirma que “a música estrangeira, em graus diversos, é parte integrante da música brasileira”, afirmação em que ponho toda fé do mundo.

Confira a a íntegra do texto de Carlos Rogério no blog da Identidade Musical.

É brega, é brega…

BREGA S/A – trailer from greenvision films on Vimeo.

De blog novo, o jornalista Sidney Filho entrevista Vladimir Cunha, um dos diretores do documentário Brega S/A, que tem pré-estreia nesta sexta-feira (2), às 20h30, no Cine CCBEU, e será exibido pela MTV Brasil, no sábado (3), à meia-noite. “O que me chamou a atenção do Tecnobrega foi os caras inventarem uma coisa que não se parece com nada por conta própria, e criar um mercado gigantesco sem a ajuda de ninguém, sem lei de incentivo, sem patrocínio; sem nada. Eu acho que não é o caso de discutir se a musica é boa ou não, até porque o Tecnobrega não é nem o primeiro e nem o segundo estilo musical que eu mais gosto”, diz o realizador do filme. Leia mais no Ver-o-Pop.